O aumento da complexidade econômica explica o aumento da produtividade agregada

Um aumento de complexidade num dado país significa que as possibilidades de divisão do trabalho dentro das empresas e entre as empresas estão aumentando, seguindo o raciocínio da fabrica de alfinetes de Adam Smith (depois ampliado por Allyn Young e Gunnar Myrdal) e que a economia está sendo capaz de constituir de forma eficiente redes […]

A CEPAL estava certa: big data, redes complexas scale-free e padrões centro-periferia no comércio mundial

A regressão acima mostra que há uma correlação importante entre o número total de arestas de cada país no comercio mundial e renda per capita; quanto mais próximo do centro da rede global de comércio esta o pais, maior a renda per capita. Tanto número total de links quanto renda per capita aumentam de forma […]

Países ricos empregam muita gente em setores manufatureiros e de serviços sofisticados e têm uma estrutura produtiva complexa

O gráfico acima mostra um mapa com tipos de emprego (dados aqui) no eixo y e complexidade da estrutura produtiva (dados aqui) no eixo x para 28 países em 2011. Países ricos empregam muita gente em seus setores manufatureiros e de serviços sofisticados e têm uma estrutura produtiva complexa. Países pobres não foram capazes de […]

Câmbio errado e Desenvolvimento econômico

A taxa de cambio tem dupla natureza: de um lado o preço relativo entre bens tradables e non-tradebles e de outro o preço de um ativo financeiro. A dinâmica de determinação da taxa de câmbio é fundamentalmente financeira, especialmente num contexto de abertura da conta capital. Do ponto de vista da relação de preços tradables […]

O comércio mundial visto como uma rede

A rede acima ilustra o mercado total de blown glass (produto top 1 do Observatório do Complexidade Econômica) com todos os países conectados por suas arestas. Trata-se de uma rede com 133 nós e 962 links que conectam todos os países entre si segundo produto que vai do pais A para o país B medido por presença […]

A Cepal acertou: analise de complexidade para entender Prebisch e Furtado

Os antigos economistas do desenvolvimento, também conhecidos como estruturalistas, dividiam-se em duas principais correntes: uma anglo-saxã e outra latino-americana. Ambas as vertentes baseavam suas análises sobre desenvolvimento econômico em conceitos de “linkages” ou ligações produtivas, complementaridades, armadilhas de pobreza e dualismos. A visão estruturalista definia o desenvolvimento econômico como uma transformação radical na estrutura produtiva […]

Politica industrial na China: caso de sucesso

Num importante trabalho sobre o papel das exportações no processo de desenvolvimento da China, Rodrik (2006) traz interessantes contribuições  para se entender o milagre chinês. Segundo a analise de Rodrik, as políticas governamentais chinesas ajudaram sobremaneira a fomentar as capacidades produtivas locais em eletrônicos de consumo, autopeças e outras áreas voltadas a produção para vender […]