Abertura economica, pobreza e complexidade

A tentativa de se criar complexidade não vem sem custos. Em última análise é sempre uma iniciativa privada aguerrida e competitiva que constrói um tecido produtivo sofisticado, investindo incessantemente na busca de lucros. Mas o setor público deve contribuir com a manutenção de preços macro adequados (equilíbrio fiscal, inflação baixa e estável, câmbio competitivo, prêmio de risco e juros baixos) e políticas de estímulo à inovação e educação adequadas. O protecionismo a indústria infante pode ser usado em alguns casos específicos, mas com metas de ganhos de produtividade e prazos bem definidos como se fez no leste asiático por exemplo. Sempre haverá, no entanto, o risco de captura da agência pública pelo regulado, o que desvirtua completamente o processo. Por outro lado, desregular tudo e abrir a economia tão pouco resolverá o problema. Economias com empresas fracas sujeitas a fulminante concorrência internacional verão seu tecido produtivo ser dizimado rapidamente em condições de abertura indiscriminada e preços macroeconômicos errados. Os conceitos de desindustrialização e doença holandesa, por exemplo, tratam exatamente desses problemas de regressão tecnológica e queda de renda per capita observados inúmeras vezes na história das nações.

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Mongólia depois da abertura comercial (paper sobre o tema)

Mongolia

http://wits.worldbank.org/openness-to-trade-visualization.html, ver Construindo complexidade

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