Brasil: o mercado interno poderá nos salvar?

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As industriais transacionáveis mais complexas e sofisticadas de um país e do planeta operam sujeitas a dinâmicas explicadas pela nova geografia econômica. Quanto maiores as economias de escala presentes na indústria e no processo maior a probabilidade de retornos crescentes de escala e de concentração da produção. Se isso é verdade, uma abertura ampla e generalizada do comércio mundial levaria a fortes concentrações regionais das indústrias mais sofisticadas, com maiores retornos de escala e com maior “tradeability”. Por exemplo Alemanha, Japão, China e Coreia do Sul hoje. É claro que o limite para esse processo são os custos de transporte para se trazer os produtos de lá para cá e outras barreiras comerciais do tipo tarifas e taxa de câmbio.

As economias de escala e retornos crescentes geram forças centrípetas (em relação aos polos já existentes) e os custos de transporte, do trabalho e de ocupação geram forças centrífugas. O equilíbrio em termos de localização regional da produção resultará do efeito líquido dessas forças. Hoje uma abertura generalizada e sem cuidado do comércio no Brasil provocaria provavelmente uma “fuga” das poucas indústrias que restaram por aqui, especialmente aquelas em posições mais frágeis nos mercados mundiais. A única vantagem comparativa que de fato restou ao Brasil e’ o tamanho do mercado interno e a relativa distancia dos grandes centros produtores do mercado mundial. Será isso suficiente para a sobrevivência de uma indústria local?

O mapa acima calcula o tamanho do mercado interno multiplicando a população de 2013 pela renda real per capita PPP, dados aqui

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