Cambio abaixo de R$3,00? Bull contra Bear

O ajuste de contas externas e a desvalorização da taxa nominal e real na direção do equilíbrio vieram finalmente em 2015, após um soluço em 2008. Feito o ajuste externo que trouxe nosso déficit em conta corrente de -4% do PIB para próximo de -2%, os mercados começam a dar sinais de nova euforia adiante, repetindo um movimento visto por aqui entre 2003 e 2013. E’ importante notar que num ambiente de conta capital aberta e na presença de mercados de derivativos com altíssima liquidez, a determinação da cotação da taxa de cambio depende da tradicional dinâmica minskyana de “boom” (touro) e “bust” (bear). O gráfico acima mostra a correlação histórica entre risco Brasil (CDS) e nível da taxa de cambio nominal (BRL), para vários níveis de SELIC.

ver também http://www.paulogala.com.br/juros-e-cambio-devem-sofrer-forte-queda-no-brasil/

2 thoughts on “Cambio abaixo de R$3,00? Bull contra Bear”

  1. No longo prazo, parece haver uma relação não linear entre CDS e taxa de câmbio. O gráfico 2010-2017 sugere uma taxa de câmbio limítrofe em torno dos R$ 5/US$. Você nunca chegou a explorar esta não linearidade? Tem algum fundamento essa percepção?

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