O novo normal do Brasil

O mundo desenvolvido não consegue crescer na velocidade de outros tempos, o desemprego europeu é enorme, os empregos criados nos EUA desde 2008 remuneram mal e a participação dos americanos na forca de trabalho ainda e’ baixa para padrões históricos. Os países emergentes não conseguem crescer para atingir o grupo de economias desenvolvidas: Brexit e […]

A economia da bolha

Numa típica bubble economy os preços de imóveis disparam, a bolsa sobe muito e o déficit em conta corrente abre. O câmbio sobrevaloriza. Os não-transacionáveis (terra e trabalho) ficam muito caros e os transacionáveis manufaturados do exterior (carros, eletrônicos, geladeira, fogão) ficam muito baratos em relação aos da indústria doméstica. As importações voam e as […]

Juros devem seguir caindo por um bom tempo no Brasil

Por que o mundo não cresce mais como antigamente? Dois fenômenos da última década ajudam a explicar essa nova estagnação secular: excesso de divida e excesso de oferta. A explosão do endividamento publico e privado vem já desde os anos 90, tendo certamente os EUA como motor principal. O motor da renda foi substituído pelo […]

Como explicar a grande crise do governo Dilma?

A alavancagem de crédito (imobiliário e não imobiliário) provocou um boom de consumo e um boom de construções imobiliárias, resultando em grande aumento de endividamento e oferta de imóveis. Os investimentos foram todos direcionados para o setor de non-tradables (prédios comerciais, residenciais e shopping centers). As desonerações agravaram o problema injetando demanda agregada e complicando […]

A grande crise cambial do plano do real

Brasil, 13 de Janeiro de 1999. O Banco Central brasileiro manda comunicado para o mercado de câmbio brasileiro avisando que não mais iria intervir para segurar nossa taxa. Chegava ao fim nossa âncora cambial implantada em setembro de 1994 para ajudar na estabilização de preços do plano real. Depois de algum crescimento, nossas contas externas […]

O governo Dilma antes da crise

O gráfico acima mostra a evolução da absorção doméstica da economia brasileira no pós crise de 2008 (consumo das famílias, gastos do governo e investimento). A taxa de 10% ao ano era claramente insustentável, com ampliação de 8% do PIB e o restante sendo financiado por deficit externo com explosão das importações. A alavancagem de […]

O caos da inflação no Brasil dos anos 80

O grafico acima mostra a sequencia de planos de estabilização dos anos 80. todos tentaram controlar a inflação com congelamento de preços (o choque heterodoxo), somente o plano real conseguiu. Cada congelamento piorava ainda mais a situação em termos de inércia e patamar da inflação. o video abaixo conta essa historia em detalhes.  

Porque a produtividade não aumenta de forma consistente no Brasil?

Aqui a explicação na minha opinião de porque a produtividade não aumenta de forma consistente no Brasil. Grosso do PIB concentrado em serviços não sofisticados. Somos incapazes de produzir bens sofisticados e competir no comercio mundial. ver A Evolução setorial brasileira nos últimos anos, Mapa de produtividade de uma economia, Construindo Complexidade, otimo paper empirico sobre o […]

A diferença entre Lula I e II: manufaturas e commodities

A primeira fase do governo Lula foi caracterizada por forte expansão da industria e exportação de manufaturas. Isso pode ser visto na evolução da composição da pauta de exportação e na grande expansão da produção industrial. A segunda fase do governo Lula se caracterizou por forte expansão do credito e retração das manufaturas na pauta […]

Raio X das contas publicas no Brasil

O Gráfico abaixo mostra um raio-x das contas públicas brasileiras. As três grandes contas da república são previdência do sistema INSS (aproximadamente 35M de pessoas), previdência do setor público (aproximadamente 1M de pessoas) e juros da dívida (bancos, fundos de investimento e de pensão públicos e privados). Somando essas contas chegamos a 17% do PIB. […]

100 anos de PIB no Brasil

A história recente da economia brasileira se caracteriza por dois longos e grandes ciclos de crescimento econômico. A fase de Getulio, que vai de 1930 a 1950 e a fase de JK e dos militares, que engloba o período 1955-1980. O gráfico acima destaca esses dois ciclos longos e aponta para o que poderá ser nosso […]