Como explicar a grande crise do governo Dilma?

A alavancagem de crédito (imobiliário e não imobiliário) provocou um boom de consumo e um boom de construções imobiliárias, resultando em grande aumento de endividamento e oferta de imóveis. Os investimentos foram todos direcionados para o setor de non-tradables (prédios comerciais, residenciais e shopping centers). As desonerações agravaram o problema injetando demanda agregada e complicando a situação de contas públicas. O represamento de preços administrados contribuiu na mesma direção. Em 2015 essas políticas foram revertidas e a bolha que já vinha desinflando estourou. O choque de juros, o realinhamento de preços livres e administrados e a forte desvalorização cambial (também decorrente do estouro da bolha de commodities) deram o tiro de misericórdia na atividade econômica e estouraram a bolha de crédito e consumo.



13 thoughts on “Como explicar a grande crise do governo Dilma?”

  1. Muito bom seu resumo, parabéns! O que podemos esperar de 2018? O que o Brasil terá que fazer para retomar o crescimento?
    Apesar da queda da taxa de juros não tenho percebido uma resposta nos investimento e consumo. Esse quadro recessivo você acha que vai durar quantos anos?

  2. Puro macroeconomiques? Nada a respeito dos fatores políticos? Como a lavajato paralizando parte do setor de construção e petróleo e gás? Ou como o congresso atravanvando todas as pautas do governo e propondo pautas bombas? Ou como, quiçá, uma greve de investimentos do empresariado que passou a apoiar o golpe?

    1. Falando em Golpe,percebe-se que o Senhor vê por olhos miopes,e nesgados politicamente.O Professor faz uma Leitura Economica.Caso queira uma leitura Macro.Estude com impacialidade a origem do Mal.Empresário ai não mandou em nada.Exceto os Campeões Nacionais,que não o são,são tudo menos Empresários.

  3. Muito interessante a análise econômica. Infelizmente algumas ações governamentais como a venda pra fechar a FNM, a influência do governo no fim da Gurgel, privatizações financiadas pelo próprio estado, ausência de políticas favoráveis ao país na extração de minerais nobres, e as recentes vendas de reserva gigantes de petróleo com precinho de pai pra filho dificultam de mais da conta a análise econômica de nossos fracassos!

  4. De acordo com a análise. Porém, caberia acrescentar que primeiro a desvalorização cambial e depois a guinada nos juros, elevaram sensivelmente as obrigações financeiras das empresas brasileiras que haviam se endividado em dólar durante a fase de crescimento com moeda valorizada. Além disso, não são desprezíveis os impactos da rápida desvalorização sobre os insumos importados que contribuiu ainda mais para o achatamento das margens.

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