A estrutura de empregos no Brasil: porque somos subdesenvolvidos  

Dos 206 milhões de brasileiros, 167M estão em idade de trabalhar. Desses, 103M estão na forca de trabalho procurando emprego. 89M estão empregados e 13,5M estão desempregados (dados abaixo da PNAD continua). Segundo trabalho do IPEA acima, as produtividades setoriais do trabalho nos diversos subsetores da economia brasileira são tais. Nesses setores de alta produtividade empregamos pouca gente. Somos uma economia subdesenvolvida.

4 thoughts on “A estrutura de empregos no Brasil: porque somos subdesenvolvidos  ”

  1. Seu blog é muito bom, suas ideias são muito boas e eu concordo com muitas delas

    Mas você se esquece das questões políticas envolvidas no subdesenvolvimento latino.

    Japão, Coreia e Alemanha receberam dinheiro quase sem juros dos EUA. Além disso, o país transferiu tecnologia para esses países, forçou uma reforma agrária nos mesmos, etc. Deu todas as facilidades porque estava com medo da URSS e da China logo ao lado.

    Já com a América Latina, financiou ditaduras que aumentaram a desigualdade social, impediu a reforma agrária, emprestou dinheiro com juros flutuantes que levaram à crise da dívida na década de 80, a qual praticamente condenou a estrutura produtiva latino americana. Óbvio. Um continente com tão ricos recursos não podia se desenvolver para competir com o patrão do norte. Nossas elites sempre foram subservientes, nunca colocaram medo no patrão do norte. Claro que nunca foi preciso dar facilidades para nós. Aqui na AL sempre foi a lei do big stick. Bom, pior para eles. 25% da população dos EUA já é latina e é a população mais jovem e que mais tem filhos no país. Logo, logo, 50% das pessoas por lá terão herança latina.

    http://voyager1.net/economia/o-mito-sul-coreano/

    Recomendo esse texto

  2. “Depois do assassinato do ditador Park Chung Hee, em 1979, e de a ditadura do general Chun Doo Hwan se instalar no poder, a orientação económica não muda substancialmente. A Coreia, que se endividara muito nos anos setenta junto de bancos estrangeiros e, sobretudo, a taxas variáveis, sofre mais duramente do que os outros PED o choque provocado pela alta brutal das taxas de juro principalmente porque contraiu empréstimos a taxas variáveis. Em 1983, a Coreia do Sul surge em quarto lugar na lista dos países mais endividados em números absolutos. Fica apenas atrás do Brasil (98 mil milhões de dólares), do México (93 mil milhões) e da Argentina (45 mil milhões). No entanto, mais uma vez a sua posição geoestratégica permite-lhe um tratamento diferenciado em relação aos outros países em desenvolvimento. O Japão vem em seu socorro, concedendo-lhe 3 mil milhões de dólares (a título de reparações de guerra), utilizados para manter o reembolso da dívida aos banqueiros japoneses. Isso evita ter de apelar ao FMI e vergar-se perante condições draconianas [31]. Por outro lado, o governo japonês evita a falência de alguns dos seus bancos e obtém da Coreia do Sul maiores facilidades de investimento.”

    http://voyager1.net/economia/o-mito-sul-coreano/

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