Go Mario!

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No dia 1 de Novembro de 2011 Mario Draghi assumiu a presidência do BCE. Recebeu uma Europa em estado pré-falimentar. O mandato dele terá sido responsável pelo fim da zona do EURO ou pela integração total e final entre esses países. Para que a crise seja solucionada basta que ele convença os alemães (e se convença) da necessidade de apertar o botão da impressão de EUROS. A Europa só sobreviverá com um QE1.  Mario tem duas opções: a rota ortodoxa e a rota heterodoxa. Só a heterodoxia pode salvar a zona do Euro.

O problema de um país numa zona monetária é que ele necessariamente emite dívida numa moeda que não é sua. A moeda da zona comum. Numa situação de crise e excesso de endividamento ele não é capaz de emitir moeda para evitar um calote. Seria o equivalente de países latino-americanos se endividando em dólar. Na hora H não conseguem pagar em acabando dando calote. Um governo que emite dívida em sua própria moeda sempre pode honrar seus compromissos emitindo mais. Parece estranho, mas é assim que funciona. O BC pode sim monetizar a dívida com consequências possivelmente ruins é verdade (inflação, desvalorização da moeda, etc…) mas calote o governo não dá pois em última instância o BC do país compra os títulos.

Conforme o contágio se agrava, países maiores começam a ter dificuldades para se financiar. Atualmente Itália e Espanha estão na zona de tiro e a própria França corre o risco já de perder seu triple AAA. A Inglaterra que embarcou numa onda de impressão monetária a la EUA está um pouco melhor. Tem hoje pior situação fiscal do que a Espanha (déficit e dívida pública) só que paga juros menores para se financiar. O que acontece? Os mercados sabem que em situação limite o Banco Central inglês pode emitir libras para se salvar e, portanto, se sentem mais seguros em carregar dívida inglesa. No momento: sem emissão não há solução.

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