Medo e ganância no mercado de dólar

Como sabemos, os episódios de grandes desvalorizações cambiais são marcados por sell-offs, e daí a natureza descontínua dessa variável. Aliás, comportamento análogo também é observado no mercado acionário, onde subidas tendem a ser lineares e quedas abruptas. No jargão dos economistas, as vendas maciças de ativos financeiros ocorrem devido à chamada fuga para a liquidez, um movimento descontrolado em busca de ativos líquidos capazes de proteger portfólios nos momentos de elevada incerteza, medo e pânico. Já quando a tormenta passa, investidores voltam paulatinamente a buscar ativos de risco, criando trajetórias mais lineares. Essas grandes desvalorizações da taxa de câmbio estão também associadas ao que economistas chamam de “sudden stops” ou paradas súbitas de fluxos de capital que financiam o déficit externo. De repente o dinheiro que vinha para o país deixa de vir! Esses choques estão associados a algum evento extremo que afugenta os investidores. Um calote de algum banco ou estado, algum escândalo financeiro ou ate mesmo contágio por problemas em países vizinhos ou parecidos. É claro que o país que passa por um choque desses deve já estar numa situação de endividamento perigosa que suscite o temor dos investidores. Baixos níveis de reservas cambias, alta dívida externa e déficit e em contas correntes tendem a contribuir para esse fenômeno. Aula sobre o tema:



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