O déficit continua aumentando

Além do enorme déficit na conta de serviços graças a remessas de lucros e juros e pagamentos por leasing de aeronaves, uso de satélites e plataformas de petróleo, temos um déficit crescente na balança comercial de manufaturados; mais de 100 bilhões de dólares em 2013. Enquanto o preço das commodities estava em alta, era possível financiar esse buraco vendendo matérias primas no mercado mundial. Agora não é mais. A balança comercial que já apresentou superávits de mais de 40 bilhões por ano está zerada. E o déficit de serviços tem que ser todo financiado por dívida de curto prazo ou longo prazo (IED). O ingresso de 8 bilhões de dólares em Março nas modalidades de captações, IED, investimento em títulos e bolsa mostra que por enquanto dá para financiar esse desequilíbrio com mais dívida. Mas no longo prazo só existe uma solução para resolver esse problema: desvalorização cambial para reequilibrar a conta de serviços e de manufaturas. No longo prazo o câmbio brasileiro tem uma direção certa.

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