O Euro e a regressão tecnológica do sul da Europa

No caso do sul da Europa já havia sofisticação e diversidade do tecido produtivo. O aumento dos custos de produção (do trabalho) no sul, as economias de escala do Norte e redução dos custos de transporte causaram polarizações e aglomerações na Alemanha e arredores. As redes produtivas do Sul foram destruídas o que está provocando involucao tecnológica mesmo na presença de excelentes universidades e tecido produtivo diversificado. E pior, como o sistema apresenta histerese não será possível voltar a situação anterior! Para uma explicação da crise na Europa: http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/12264/TD%20371%20-%20Luiz%20Carlos%20Bresser%20Pereira.pdf?sequence=1&isAllowed=y
Para uma explicação sobre o Atlas da Complexidade Econômica: http://www.paulogala.com.br/?p=1569



 

2 thoughts on “O Euro e a regressão tecnológica do sul da Europa”

  1. O problema é que esses gráficos mostram apenas o que se produz e não como se produz.
    Tampouco mostram em que lugar da cadeia produtiva um país está em cada produto que fabrica.
    Ele fabrica as peças finas dos celulares, faz o design ou apenas monta? Tanto faz, pois vai contar como fabricante de celulares.

    Olha a Itália: segudo o estudo que postei, ela perdeu 12% do seu poder de adicionar valor às mercadorias desde 2008. Desde o começo do Euro, segundo outros estudos, perdeu de 10% a 15% da produtividade.

    A indústria do Sul da Europa participa das cadeias europeias, mas com tecnologia produtiva inferior. Ora essa, com o Brasil foi o mesmo na década de 90. Tecnologia produtiva inferior = produtos mais caros. Aí ficou melhor ao empresário brasileiro comprar produtos importados e revender. No Sul da Europa é o mesmo, com a diferença que o custo de transporte é muito mais barato quando se faz necessário buscar produtos alemães.

    O Euro é o plano Real da Europa. Vai destruir as indústrias do Sul. Não dou 10 anos para isso acontecer.

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