O governo Dilma antes da crise

A taxa de 10% ao ano de crescimento da absorção doméstica da economia brasileira (consumo das famílias, gastos do governo e investimento) no pós crise de 2008 era claramente insustentável, com ampliação de 8% do PIB em 2010 e o restante sendo financiado por deficit externo com explosão das importações. A alavancagem de crédito (imobiliário e não imobiliário) provocou um boom de consumo e um boom de construções imobiliárias, resultando em grande aumento de endividamento e oferta de imóveis. Os investimentos foram todos direcionados para o setor de non-tradables (prédios comerciais, residenciais e shopping centers). As desonerações agravaram o problema injetando demanda agregada e complicando a situação de contas públicas. O represamento de preços administrados contribuiu na mesma direção. Em 2015 essas políticas foram revertidas e a bolha que já vinha desinflando estourou. O choque de juros, o realinhamento de preços livres e administrados e a forte desvalorização cambial (também decorrente do estouro da bolha de commodities) deram o tiro de misericórdia na atividade econômica e estouraram a bolha de crédito e consumo. O PIB de 2015 caiu 3,8%.



 

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