O modelo de substituição de importações não funcionou no Brasil e na América Latina. O modelo de promoção de exportações funcionou no Leste da Ásia

O modelo de substituição de importações cria capacidade produtiva local ao bloquear o acesso as importações. Esse modelo da aos produtores locais a vantagem de usar a escala do mercado doméstico a seu favor. Funciona inicialmente mas acaba produzindo tecnologias antiquadas e “reinvenção da roda”. No primeiro momento de desenvolvimento da indústria doméstica esse é o único caminho pois numa alternativa de abertura comercial total a incipiente indústria local é devastada pela absoluta superioridade da indústria estrangeira que já tem escala de produção mundial e domínio tecnológico de fronteira. A proteção gera ineficiência da produção doméstica e estimula os produtores a fazer lobby para manter as tarifas altas ao invés de competir no mercado mundial. É mais fácil lutar para manter os privilégios do que conquistar mercados no mundo. A capacidade de exportar e a abertura a competição mundial gera a pressão para adoção de tecnologias de fronteira e grande aumento de eficiência. Na Ásia do leste esse problema foi resolvido com metas de exportação. Quando as metas não eram atingidas os subsídios e proteção caiam. Assim fizeram Coreia do Sul, Taiwan, Japão, China. Mais ao sul, Filipinas, Malásia e Indonésia seguiram menos esse caminho e não tiveram o mesmo sucesso. A exposição ao mercado mundial e’ o truque para disciplinar as empresas protegidas inicialmente. Com o ganho de escala mundial e domínio tecnológico os subsídios e tarifas tornam-se desnecessários. Para países intermediários como Brasil a análise do custo benefício da tarifa e do subsidio deve levar em conta o que as empresas do setor estão fazendo. Se os esforços estão sendo canalizados para manutenção das regalias obviamente não haverá benéficos para a sociedade e a economia em termos de avanços tecnológicos, aumentos de produtividade e melhora da estrutura de empregos.

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