Política industrial é na verdade um investimento de private equity que o governo faz

Rodrik sugere que podemos pensar em política industrial como investimentos de Private equity. Muitos falham mas os que acertam compensaram em larga medida as falhas. Na Ásia a estratégia que se mostrou mais acertada foi usar o mercado mundial como benchmark para medir o sucesso ou fracasso do resultado industrial das companhias que recebem subsídios e proteção tarifária. China, Japão, Taiwan e Coreia acertaram bem. América latina, Indonésia, Malásia e filipinas erraram muito! Se o governo não faz nada dificilmente o status quo econômico muda só por conta das forças de mercado (retornos crescentes e economias de escala mantém tudo como está). Idealmente os erros que resultam em “escolher os perdedores” devem ocorrer. Estratégias públicas do tipo defendido aqui são muitas vezes ridicularizadas porque podem levar a escolha de “perdedores” em vez de vencedores. É importante, naturalmente, construir salvaguardas contra este tipo falha. Mas uma estratégia ótima de descobrir o potencial produtivo de um país envolvera necessariamente alguns erros deste tipo. Algumas atividades promovidas falharao. O objetivo das politicas não deve ser minimizar as chances de que os erros sejam cometidos, o que resultaria em nenhuma “auto-descoberta” produtiva. Esforços devem ser feitos para minimizar os custos dos erros quando eles ocorrem. Se os governos não cometerem erros, isso apenas significa que não estão se esforçando o bastante. As atividades de promoção industrial precisam ter a capacidade de se renovar, de modo que o ciclo de descobertas de capacidades produtivas torne-se dinâmico. Assim como não há uma fórmula única para a realização de politica industrial, as próprias necessidades e circunstâncias para as descobertas produtivas mudam ao longo do tempo. Isso requer que as agências que realizam estas políticas tenham a capacidade de se reinventar e se re-imaginar. Nessa linha de raciocínio de Rodrik a politica industrial adquire quase um carácter psicanalítico ou de “auto-descoberta” como diz o próprio titulo de um de seus trabalhos com R. Hausmann; “o Desenvolvimento Econômico como auto-descoberta”.

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