Preço do minério de Cobre e estrutura produtiva do Chile

No Chile, a política macro depois da crise da dívida  contribuiu para um avanço interessante da sofisticação produtiva e aumento de complexidade; o desempenho exportador chileno melhorou muito depois da depreciação relativa do câmbio real. Nos anos 70 e início dos 80, a moeda chilena passou por dois grandes ciclos de apreciação e crise resultantes do período populista da primeira metade da década e dos esforços de estabilização da segunda. Apesar da abertura comercial e de políticas com vistas a melhorar o desempenho do setor externo, o estímulo exportador foi fortemente prejudicado pelo comportamento da taxa de câmbio.  Na segunda reforma comercial dos 80, a desvalorização real do câmbio contribuiu fortemente para o impulso exportador.

Desde então, o Banco Central passou a adotar uma postura mais intervencionista no mercado cambial com vistas a evitar apreciações. O setor de exportações não tradicional, ligado principalmente a peixes e vinhos e não cobre, atingiu um percentual de 20% no total das exportações em 1989 saindo da casa dos 8% em meados dos anos 70. O sucesso exportador desse período esteve fundamentalmente relacionado à política de câmbio relativamente desvalorizado. O crescimento médio das exportações chilenas no período 1960-1973 foi de 3,5%, mantendo-se nesse nível entre 1973-1983 e saltando para 5,5% entre 1983-2002. O advento da China e a explosão de preço do minério de ferro reverteu completamente esse processo, fazendo com que o cobre voltasse a representar quase 60% das exportações chilenas. A complexidade econômica medida pela pauta exportadora reverteu dramaticamente como pode se observar no gráfico abaixo.

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cobre

 

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