IGP mostra deflação no Brasil

Bolsas americanas se recuperam após dados de atividade mais fraca ontem, especialmente no varejo dos EUA em janeiro, com uma queda de 0,8%. A indústria, tanto geral quanto manufatureira, também contraiu, caindo 0,3% (esperado: alta de 0,2%). Isso se contrapôs a expectativa mais pessimista do início da semana, aliviando o mercado. O mercado havia antecipado cortes de juros apenas em junho, mas os dados de varejo e indústria de janeiro levaram a uma mudança para maio. As bolsas voltaram para a máxima histórica com S&P ultrapassando os 5 mil pontos, com um aumento de 0,5%. Ativos de risco se valorizaram. No Brasil, o IBOVESPA apresentou uma leve alta, e o real se valorizou para 4,96, impulsionados por um movimento de compra de risco emergente. O IGP dez registrou deflação em fevereiro, caindo 0,5%, marcando o segundo mês consecutivo de deflação no Brasil. Destaque para o IPA (Índice de Preços ao Atacado) que caiu 1,08% em fevereiro, após queda em janeiro. Enquanto isso, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,62%, e o IPCS apresentou alta de mais de 0,6%. A dinâmica reflete uma alta nos preços ao consumidor e uma queda nos preços no atacado. A dinâmica de preços é semelhante ao início do ano passado. O INCC subiu 0,10%, uma alta menor em relação a janeiro, representando o setor de construção civil. O INCC compõe 10% do IGP, enquanto o IPC representa 30% e o IPA, 60%. A deflação no atacado no Brasil pode influenciar as decisões do Banco Central. Hoje, aguardamos a divulgação do PPI (Producer Price Index) nos Estados Unidos para janeiro. Apesar de não ser um indicador altamente observado, pode ter impacto se divergir significativamente das expectativas. Ontem, o pedido de seguro-desemprego nos EUA veio em linha, indicando a força contínua do mercado de trabalho. Hoje à tarde, a confiança do consumidor de Michigan será monitorada para avaliar a atividade nos EUA. A agenda no Brasil está mais esvaziada, destacando-se a divulgação do PPI nos EUA como o grande indicador do dia. Concluímos a semana com um sentimento mais cauteloso, pesado pelo CPI, mas também com indicativos de desaceleração na economia global.

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