A China escapou da armadilha da renda média? Alibaba, WeChat, Huawei, Xiaomi, Baidu

*escrito com Wilson Andrade

A ideia da China como indústria da cópia barata e da mão de obra “escrava” está bem longe da realidade! A China já começa a disputar a liderança em tecnologias da informação e comunicação (Huawei, Xiaomi e ZTE), trens de alta velocidade (China South Locomotive, Rolling Stock), energias renováveis (Trina Solar e Yingli Green Energy), energia solar e eólica (Goldwind, United Power e Ming Yang) e supercomputadores (Sunway Systems). A formação desses grandes conglomerados acompanhou o surgimento de empresas em segmentos não tradicionais, como a Baidu (Google chinesa), a Tencent (que fez o WeChat, WhatsApp chinês), a Alibaba (Amazon chinesa) e Didi (Uber chinês). Terá a China dado o salto final rumo a sofisticação produtiva e enriquecimento?

O governo chinês sempre ajudou as empresas de seu país, especialmente as ligadas à tecnologias da informação mais recentemente. Pequim oferece incentivos fiscais para fabricantes de smartphones domésticos e padrões ambientais e trabalhistas relaxados. A criação da zona especial de exportação de Shenzen foi um marco no desenvolvimento chinês. Uma antiga vila de pescadores com 100mil habitantes hoje abriga 15 milhões de pessoas na fronteira tecnológica mundial! 80% dos empresários produtivos chineses de Shenzen eram camponeses médios no início das reformas econômicas. Como s Inglaterra da revolução industrial, a China é uma “produtora de produtores” com uma característica: são cada vez mais sofisticados em suas cadeias produtivas.

Ótimos trabalhos sobre o tema:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702018000300143&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-18012011-103155/pt-br.php

Artigos sobre o assunto:

https://asia.nikkei.com/Editor-s-Picks/China-up-close/Xi-Huawei-and-China-s-powerful-military-industrial-complex

https://www.google.com/amp/s/www.bbc.com/news/amp/blogs-china-blog-48552907

https://www.ibtimes.com/how-china-became-smartphone-powerhouse-huawei-xiaomi-zte-set-challenge-apple-inc-2198353

https://www.xiaomitoday.com/xiaomi-chinese-government-alliance/

https://venturebeat.com/2018/09/04/xiaomi-hints-at-5g-mi-mix-3-as-china-mulls-merger-of-national-carriers/

As empresas nacionais da China conquistaram grandes espaços no mercado mundial e subiram na cadeia de valor em indústrias de fabricação competitivas, tais como produtos químicos de ponta, eletrônicos, tecnologia (TI), automotiva e de aeronaves. Fizeram isso estabelecendo suas próprias marcas, construindo capacidades inovadoras locais e expandindo suas redes de distribuição internacionalmente. M&As com empresas estrangeiras foram ferramentas importantes para alcançar esses objetivos estratégicos. Na produção de smartphones, por exemplo, marcas nacionais já representavam quase quatro quintos do mercado chinês em 2015 e continuaram a fortalecer sua participação 2016. Empresas como Huawei, OPPO, Vivo e Xiaomi estão se expandindo rapidamente internacionalmente. Por exemplo, em cinco países europeus, a Huawei ganhou uma participação de mercado de mais de 20 por cento.

http://www.ppgec.ufscar.br/pesquisa/dissertacoes-1/dissertacoes-2018/dissertacao-karina-mescollotto

marcas chinesas:

https://mobizoo.com.br/opiniao/5-novas-marcas-chinesas-de-smartphones/

https://www.scmp.com/tech/policy/article/3015377/chinas-top-talent-now-wants-work-rising-domestic-tech-stars-not-big

Ótimo texto sobre o tema:

https://piie.com/blogs/china-economic-watch/government-guided-funds-china-financing-vehicles-state-industrial-policy

Gravei um vídeo sobre o tema:

2 thoughts on “A China escapou da armadilha da renda média? Alibaba, WeChat, Huawei, Xiaomi, Baidu”

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