A economia “extrativista” do coco

Aos domingos costumo andar de bike no parque do povo. A água de coco lá vendida vem direto de Rodelas na Bahia; custa R$7,00 a garrafinha na barraca da entrada. Me explicaram que os cocos vem num caminhão (mais ou menos uns 10.000 cocos), que depois são vendidos no parque dom pedro. O motorista vem 24 horas guiando sem parar e vende a mercadoria a R$2 para o camelô . O mesmo raciocínio se aplica para navios que vão lotados de coco para os Eua e Europa. Indonésia e Malásia fazem o mesmo. Um belo exemplo de atividade com baixíssimo valor agregado. Desse tipo de extrativismo viverá cada vez mais o Brasil!

2 thoughts on “A economia “extrativista” do coco”

  1. Pois é, o Prof. pagou R$ 7 pela água de coco na barraca situada em uma das entradas do parque. Posso apostar, com grande chance de acerto, que o mesmo preço é cobrado nas barracas de água de coco localizadas nas outras entradas do parque ou seu interior. Fenômeno semelhante se repete nas feiras livres de S. Paulo (um caso razoavelmente próximo da famosa “feira medieval” de Minsky): dentre as diversas barracas de frutas, legumes, verduras e assemelhados, até podemos vislumbrar algo que remeta à “concorrência perfeita” dos manuais de Economia (nas feiras, quase sempre há alguma barraca, digamos, “dominante”, em função da qualidade e diversidade de seus produtos, que consegue manter os seus preços mais elevados, e por mais tempo); curiosamente, entretanto, o mesmo não ocorre nas barracas de pastel: os preços dos diversos tipos de pastéis são exatamente os mesmos nas barracas, e quando há algum aumento, todas sobem os preços para os mesmos valores! Acho que nem o CADE explica isso…

Deixe uma resposta