A história da Pixar studios: da LucasFilm para Steve Jobs até a Disney 

A Pixar Animation Studios começou como parte da divisão de computação gráfica da Lucasfilm, fundada em 1979 por George Lucas. No entanto, a empresa como é conhecida hoje foi fundada em 1986, quando Steve Jobs comprou essa divisão da Lucasfilm por US$ 10 milhões e a transformou em uma empresa independente chamada “Pixar”. Jobs foi um dos principais investidores e se tornou o presidente e maior acionista da Pixar.

Inicialmente, a Pixar não era focada em animação para cinema. A empresa desenvolvia software de computação gráfica, sendo o principal produto o “RenderMan”, usado para gerar efeitos visuais. Ao mesmo tempo, a Pixar criava curtas-metragens para demonstrar suas capacidades tecnológicas, como Luxo Jr. (1986), que apresentou o famoso abajur que se tornaria o mascote do estúdio.

A grande virada veio em 1995, quando a Pixar lançou Toy Story, o primeiro longa-metragem de animação totalmente em computação gráfica, em parceria com a Disney. O filme foi um sucesso estrondoso, abrindo caminho para uma série de outros sucessos, como Monsters, Inc. (2001), Finding Nemo (2003) e The Incredibles (2004). O sucesso contínuo da Pixar atraiu a atenção da Disney, que acabou comprando a empresa em 2006 por US$ 7,4 bilhões. Com essa aquisição, Steve Jobs tornou-se o maior acionista individual da Disney.

Ao longo dos anos, a Pixar consolidou-se como um dos estúdios mais inovadores e criativos de Hollywood, ganhando diversos prêmios da indústria, incluindo múltiplos Oscars. Além disso, seus filmes são conhecidos por explorar temas profundos com sensibilidade, atraindo tanto crianças quanto adultos.

A Pixar segue produzindo filmes de grande sucesso, e desde sua fusão com a Disney, manteve sua identidade única, focada em qualidade e inovação na animação.

O nome “Pixar” tem uma origem interessante. Quando a empresa estava sendo formada, os fundadores queriam um nome que refletisse a combinação de criatividade e tecnologia, algo que simbolizasse tanto o mundo da computação gráfica quanto a animação.

Há duas versões sobre a criação do nome. Uma delas é que o termo “Pixar” surgiu como uma combinação das palavras “pixel” (referente aos pontos que compõem imagens digitais) e “art”, sugerindo “arte dos pixels”. A outra versão, mais técnica, é que o nome foi inspirado pela palavra espanhola “pizar”, que significa “fazer” ou “criar”, conjugada de uma forma que soasse mais moderna. “Pixar” seria, então, uma forma futurista ou tecnológica de expressar o ato de criar imagens.

Independentemente da origem precisa, o nome reflete bem a missão da empresa de usar a tecnologia para criar arte e contar histórias visualmente inovadoras.

Compra pela Disney 

A Disney comprou a Pixar em 2006 por aproximadamente US$ 7,4 bilhões. Antes disso, a Pixar e a Disney já tinham uma parceria de longa data, começando com o lançamento de Toy Story em 1995, o primeiro longa-metragem totalmente em computação gráfica. A parceria entre as duas empresas gerou vários filmes de grande sucesso, como Monsters, Inc., Finding Nemo, e The Incredibles.

A relação entre Pixar e Disney, no entanto, passou por tensões, especialmente nas negociações sobre os direitos de distribuição e controle criativo dos filmes. Steve Jobs, que era o maior acionista e presidente da Pixar, e Michael Eisner, então CEO da Disney, não chegaram a um consenso sobre a extensão da parceria. Isso levou a uma ruptura temporária nas negociações por volta de 2004.

Com a saída de Eisner da Disney em 2005 e a entrada de Bob Iger como novo CEO, as relações entre as empresas melhoraram. Iger reconheceu a importância da Pixar para o futuro da animação da Disney e iniciou conversas para uma aquisição. Em janeiro de 2006, o acordo foi fechado, com a Disney adquirindo a Pixar, tornando Steve Jobs o maior acionista individual da Disney. Como parte do acordo, John Lasseter, da Pixar, foi nomeado diretor criativo tanto da Pixar quanto da Walt Disney Animation Studios, garantindo que a Pixar mantivesse sua independência criativa dentro da estrutura da Disney.

A compra se mostrou um sucesso, com a Pixar continuando a produzir filmes aclamados pela crítica e pelo público, como Up, Toy Story 3, Inside Out e muitos outros.

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