Alta da gasolina pressiona inflação nos EUA

Uma boa semana que passou para a Bovespa. Apesar da queda na sexta-feira, ainda registramos um ganho de 3% na semana. Houve uma queda de 0,5% na sexta-feira que levou o índice a 118k. Experimentamos uma sequência de quatro altas ao longo da semana e acredito que a grande notícia da semana tenha sido os dados da China e os novos estímulos que juntamente com os dados de varejo e produção industrial superaram as expectativas. Na Europa, o BCE também deu sinais de que pode interromper o aumento das taxas de juros, o que contribuiu para uma boa semana nos mercados por lá. No entanto, nos Estados Unidos, a situação foi um pouco mais complicada. O aumento nos preços do petróleo está causando preocupação, com os preços da gasolina atingindo níveis máximos do ano. O preço do petróleo já está em noventa e cinco dólares, o que levanta temores de inflação. A taxa de dez anos do Tesouro voltou a subir, atingindo 4,33%. Nesta semana, temos a reunião do FED na quarta-feira. Há consenso de que o FED manterá as taxas de juros inalteradas, mas a grande questão é a mensagem que virá com o comunicado. Será uma pausa temporária com uma mensagem rígida, indicando que o aumento das taxas pode acontecer no futuro, ou será uma pausa mais suave, sem ameaças? No Brasil, o COPOM provavelmente cortará os juros em mais 0,5%, levando a taxa SELIC para 12,75%, abaixo do patamar de 13%. A discussão gira em torno da mensagem, especialmente em relação aos serviços. Há um debate interno no COPOM sobre o nível de ociosidade na economia, com alguns diretores acreditando que a ociosidade é baixa e outros vendo mais ociosidade. A inflação de serviços, que saiu na semana passada, é um indicativo disso e poderá influenciar a trajetória futura da SELIC. A grande questão do momento é se a SELIC terminará em 8%, 9% ou 10%. Agora de manhã IGP-10 apresentou uma alta de 0,18%, saindo de uma deflação persistente. A alta dos combustíveis foi o principal fator por trás desse aumento. O IPC-10 subiu apenas 0,02%, o que é uma boa notícia. O INCC-10 também mostra estabilidade nos custos da construção civil. Houve uma revisão positiva nas projeções de inflação para baixo e PIB para cima no relatório FOCUS. No cenário internacional, a alta dos preços do petróleo é motivo de preocupação, especialmente nos Estados Unidos, onde as reservas de emergência já estão sendo utilizadas. O pronunciamento da Arábia Saudita também hoje sobre o tema será relevante. A alta dos preços do petróleo e da gasolina é um dos fatores mais inflacionários do momento.

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