O Brasil possui uma série de empresas listadas em bolsa que não apenas se destacam no mercado interno, mas também desempenham papel estratégico nas exportações, especialmente para os Estados Unidos — maior economia do mundo e parceiro comercial essencial para o país. De mineradoras a indústrias de alta tecnologia, o portfólio de exportadoras brasileiras é diversificado e revela a capacidade do país em fornecer desde commodities até bens industriais e serviços sofisticados.
A Vale, maior mineradora brasileira, lidera o ranking como principal exportadora nacional. Grande parte do seu minério de ferro, fundamental para a siderurgia global, é destinado à América do Norte. Já a Petrobras, apesar de estatal, possui ações listadas e mantém forte presença no mercado internacional, exportando petróleo bruto e derivados — recentemente, cerca de 4% de sua produção foi absorvida pelos EUA.
Entre os destaques da indústria de transformação, a Embraer é um símbolo de sofisticação tecnológica. Com 23,8% de sua receita oriunda dos EUA, a fabricante de aeronaves regionais e jatos executivos mantém presença sólida no setor aeroespacial norte-americano. Outro exemplo de indústria avançada é a Tupy, produtora de componentes metálicos, que obtém 13,9% de sua receita no mercado americano. Já a Suzano, referência mundial em papel e celulose, direciona 16,6% de sua receita para os EUA.
No setor de carnes, a Minerva Foods e a JBS são líderes. A JBS, em particular, ampliou sua relevância ao estrear na Bolsa de Nova York (NYSE) em 2025, consolidando sua posição como uma das maiores processadoras globais, com mais da metade de sua receita vinda da América do Norte.
Outras empresas também se destacam, como a Braskem, maior petroquímica da América Latina, com unidades industriais nos EUA; a Gerdau, referência em aço longo com 39% das vendas destinadas à América do Norte; e a Cosan, que exporta etanol, açúcar e lubrificantes (via Moove), com cerca de 6% da receita originada dos EUA.
Além disso, empresas de médio porte, porém com forte vocação internacional, ampliam a base exportadora brasileira:
Empresa
% da receita vinda dos EUA
Embraer
23,8 %
Suzano
16,6 %
Tupy
13,9 %
Jalles Machado
11,0 % (agro)
Fras-le
10,8 %
WEG
9,1 %
Minerva
8–15 %
Randon
6,4 %
Cosan
6,0 %
Esse grupo mostra como o Brasil, além de ser grande fornecedor de commodities, também exporta bens industriais de médio e alto valor agregado. Reforça-se, assim, a importância de políticas públicas voltadas à internacionalização, inovação tecnológica e apoio à competitividade, para que essas empresas continuem ganhando espaço no mercado americano e global.


