Ata do Copom indica cortes de 0,5% na SELIC nas próximas reuniões

Mais um dia de alta na Bovespa, com um ganho de 0,86%, atingindo cento e trinta e um mil pontos. Commodities apresentaram alta, o petróleo se recuperou um pouco, voltando para setenta e oito dólares, e o minério de ferro, assim como os metais em geral, registraram elevação, favorecendo as siderúrgicas. Na reunião do Banco Central do Japão não foram anunciadas novidades em relação ao controle da curva de juros, frustrando as expectativas de uma eventual flexibilização na política de controle do juro longo. A ausência de anúncios foi interpretada pelo mercado como uma perspectiva de juro longo menor, resultando em um cenário positivo para ativos de risco. Os dados de inflação da zona do euro, divulgados hoje de manhã, apontam para 2,4%. No cenário nacional, a ata do COPOM foi divulgada, trazendo poucas novidades em relação ao comunicado da semana passada. Destacou-se que as expectativas de inflação estão desancoradas, sendo necessário percorrer um longo caminho para alcançar a meta. Este ano, a projeção de inflação é de 4,5%, enquanto a meta para o próximo ano é de 3%. A expectativa atual do mercado está em 3,5%. A ata menciona a preocupação com os preços dos alimentos, que podem complicar o cenário no próximo ano, especialmente diante das questões climáticas cada vez mais delicadas. Internacionalmente, a mudança de postura do Federal Reserve (FED) tem sido notável, com todos os diretores tentando, sem muito sucesso, desfazer a visão de que haverá um corte de juros nos Estados Unidos em março. Apesar disso, o mercado continua precificando uma chance elevada desse cenário se concretizar. A ata do COPOM destaca essa mudança de cenário, mas o tom geral é mais inclinado para uma postura mais rígida do que dovish. A expectativa é que o COPOM corte mais, mas não acelere o ritmo, prolongando o ciclo total de cortes. Isso dependerá, em grande parte, do que ocorrer no cenário internacional, especialmente na política monetária americana. Hoje, o dólar cedeu em relação ao real, com uma queda para R$4,87. A curva de juros brasileira também vem cedendo nos últimos dias, refletindo um movimento típico de compra de risco e alta no mercado brasileiro. A bolsa está muito próxima da máxima histórica, atingindo cento e trinta e um mil pontos. O PCE, que mede a inflação americana, é o dado mais aguardado da semana. A mudança de perspectiva do FED traz um cenário mais promissor para ativos de risco em 2024, indicando uma virada positiva para o próximo ano.

ata do Copom: Copom259-not20231213259

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