Atividade econômica fraca em dezembro no Brasil e no mundo

No primeiro pregão do ano observamos uma queda de mais de um por cento no Nasdaq, S&P e Bovespa. O índice DXY apresentou valorização e a taxa da Treasury de 10 anos superou 3,90%, refletindo uma demanda por dólar no cenário internacional. O mercado está atualmente em um processo de calibragem, tentando avaliar o momento para um possível corte de juros nos Estados Unidos. O mês de dezembro testemunhou um rali considerável, com projeções indicando um corte já para março. Agora, o mercado busca uma aferição mais precisa do momento exato desse corte. Nesse contexto, um dado crucial que se destaca hoje é o relatório de empregos JOLTS, que revela a criação de vagas e o número de vagas disponíveis nos Estados Unidos para cada desempregado. O Federal Reserve (FED) monitora de perto esses números, especialmente a relação entre desempregados e vagas abertas. Este indicador historicamente variava de uma vaga para cada desempregado para duas vagas após a pandemia, recentemente se aproximando de uma vaga e meia para cada pessoa desempregada nos Estados Unidos. O mercado está atento a esses dados, tanto os de hoje quanto os do ADP amanhã e o Payroll na sexta-feira, pois são essenciais para a calibragem das expectativas de corte de juros nos EUA. Este é o tema preponderante no momento, refletindo-se na queda da Bovespa, na valorização do dólar no Brasil e no aumento dos DIs (juros futuros), alinhando-se ao movimento global. Ontem, foram divulgados os PMIs regionais de diversos países, indicando uma atividade econômica enfraquecida em dezembro. A virada de ano mostra uma desaceleração econômica no quarto trimestre, não apenas no Brasil, mas também nos Estados Unidos e na Europa. Essa desaceleração aumenta as chances de cortes de juros neste ano.

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