Atividade econômica nos EUA segue em expansão

O PMI de atividade industrial para novembro nos EUA veio um pouco abaixo do esperado: 51,9 contra projeções na casa de 52, na mínima de quatro meses. Já o PMI de serviços surpreendeu positivamente, batendo 54,8 frente a uma expectativa de 54,6 — máxima de quatro meses. Em resumo: olhando apenas o soft data, a economia segue em ritmo razoável. Nada exuberante, mas longe de crise, recessão ou queda generalizada de atividade.

Lá fora, o GDPNow do Fed de Atlanta continua projetando um crescimento de cerca de 4% para o PIB americano no terceiro trimestre. Os dados de mercado de trabalho divulgados ontem também vieram um pouco melhores. Mas o Fed segue rachado: há um grupo que quer cortar juros logo e outro que prefere segurar. Esse dissenso apareceu de novo hoje cedo, deixando completamente em aberto o desfecho da reunião de dezembro. As apostas continuam migrando para um corte em janeiro, mas tem muita gente acreditando que dezembro ainda está na mesa. O fato é que não há, por enquanto, dados suficientemente fracos que justifiquem um corte imediato.

As bolsas lá fora sofreram ontem uma liquidação pesada, muito influenciada pelo temor renovado de bolha tech. Essa discussão já virou um clássico: estamos em 1997, 1999 ou 2001? Jaime Dimon, inclusive, comentou que há sinais de bolha, mas que ainda não pretende vender por causa disso. A correção bateu forte também nas criptos: o Bitcoin afundou para a casa dos 80 mil dólares, nova mínima desde 2022. Nessas horas, ativos cripto se comportam como tech de altíssima volatilidade.

Para o Brasil, a boa notícia da semana é o anúncio da redução de tarifas nos EUA — especialmente para carne e café, mas também para alguns produtos industriais. Esse pacote cobre cerca de 10% de tudo o que exportamos para os EUA. Lembrando: vendemos aproximadamente 40 bi de dólares para eles; 20 bi tinham tarifa, e agora mais 4 bi deixam de ter. Isso abre espaço para ganho de competitividade e melhora no fluxo comercial.

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