Balança comercial brasileira alcança U$100 bilhões em 12 meses!

Ontem, tivemos bons dados sobre a balança comercial brasileira. Em março, registramos um superávit de sete bilhões e meio de dólares, um pouco abaixo do que vimos em fevereiro. No entanto, ao longo de doze meses, nosso superávit acumulado atingiu a marca de cem bilhões de dólares, o que é impressionante e representa um recorde histórico. No ano passado, encerramos com noventa e dois bilhões de dólares, e agora alcançamos a marca de cem bilhões. Esses dados da balança mostram que nosso saldo externo é realmente exuberante. Estamos vendo um aumento significativo nos preços das commodities. O petróleo atingiu noventa dólares, e estamos observando máximas nos preços do café, cacau e outros alimentos, devido a questões climáticas. O Brasil é um forte exportador de produtos agrícolas e de petróleo, o que contribui para o superávit da balança comercial. No entanto, esse cenário também traz preocupações com a inflação. Com a pressão nos preços do petróleo e dos alimentos, estamos vendo um aumento na inflação. Já observamos isso em janeiro e fevereiro, e possivelmente também em março, com a alta dos alimentos. É interessante notar que estamos vivenciando o quarto pico histórico de preços das commodities que estão no mesmo nível que vimos durante a pandemia e nas crises de 2008 e em 2013. Isso traz uma prosperidade para o setor externo brasileiro, mas também representa uma ameaça em termos de inflação, devido aos preços mais altos em dólar no resto do mundo. Comparado há vinte anos atrás, o Brasil aumentou significativamente sua produção agrícola, triplicando-a, e também aumentou sua produção de petróleo e minério de ferro. Essa produção gigantesca de commodities coloca o Brasil em uma posição vantajosa.

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