BC corta SELIC para 11,25%

Analisando as decisões da “Super Quarta”, o destaque foi para o Banco Central americano, o Fed, que eliminou a possibilidade de cortes de juros em março, adiando o início do processo para maio. No comunicado, ficou claro que eles ainda não têm confiança para iniciar os cortes de juros, mas durante a coletiva, o presidente do Fed, Powell, deu uma mensagem mais ambígua, mencionando a possibilidade de ganhar essa confiança até março. Contudo, ele indicou que é muito provável que o corte não ocorra em março, não visualizando um cenário favorável. Isso levou o mercado a antecipar os cortes para maio, o que representa uma mudança significativa, já que inicialmente metade do mercado esperava cortes em março. Essa decisão do Fed tem implicações positivas para o Brasil, pois a redução dos juros nos Estados Unidos facilita as condições por aqui, atraindo mais fluxo de capital e melhorando a situação econômica. A discussão agora se concentra no tamanho total do corte, que pode ser de 1,25% ou 1,50%. No Brasil, o Copom reduziu a taxa em 0,50%, trazendo para 11,25%, com a expectativa de mais cortes nas próximas reuniões. A decisão do Banco Central do Chile e da Colômbia também contribui para a tendência global de cortes de juros em 2024 no pós-pandemia. No cenário internacional ontem destacam-se os dados de atividade nos Estados Unidos, com indicadores fracos, e a expectativa em relação ao Payroll, que será divulgado amanhã, trazendo informações cruciais sobre a criação de empregos nos EUA em janeiro.

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