BC corta SELIC para 12,25%, mercados em alta

Um comentário sobre as decisões do Banco Central brasileiro e do Banco Central Americano. Começando pelo FED, que trouxe um comunicado cauteloso na última quarta-feira, mas com pistas de que o ciclo monetário pode estar chegando ao fim. Powell teve um discurso cuidadoso, mas o mercado interpretou de forma mais dovish, sugerindo que provavelmente não haverá mais altas nas taxas de juros após a decisão do FED. O rendimento dos títulos de dez anos caiu significativamente, atingindo 4,65%, em contraste com os níveis acima de 5% que vimos recentemente. Powell mencionou a necessidade de ser cuidadoso com os aumentos das taxas de juros, reconhecendo que as taxas estão bastante elevadas nos Estados Unidos, o que impacta a economia, especialmente o mercado imobiliário. Outra boa notícia veio do Tesouro Americano, que anunciou a redução na colocação de títulos de longo prazo, focando mais nos títulos de curto e médio prazo. Isso aliviou a pressão e contribuiu para um forte rali nas bolsas americanas, com ganhos de mais de 1% em dois dias consecutivos após a decisão do FED. Esse otimismo se espalhou para ativos emergentes e para o Brasil, resultando na valorização do real, que chegou a ser cotado a menos de cinco reais. O COPOM também decidiu cortar a taxa de juros SELIC em 0,5%, levando-a para 12,25%. Além disso, manteve a indicação de mais cortes de mesma magnitude no futuro, com a possibilidade de redução da SELIC para 11,75% em dezembro e 11,25% em janeiro. A discussão fiscal continua sendo um ponto de atenção no Brasil, com o governo considerando uma meta de déficit de meio por cento para o próximo ano. A reação dos mercados foi positiva, com um rali de recuperação, valorização do real e queda nos juros longos. Além disso, a notícia do Payroll nos Estados Unidos indicou a criação de 150 mil vagas, abaixo das expectativas, mostrando uma desaceleração no mercado de trabalho e desaceleração nos aumentos salariais. As notícias recentes do FED e do mercado de trabalho nos EUA são positivas para o Brasil, com expectativas de cortes na SELIC e otimismo nos mercados financeiros.

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