BC deve cortar a taxa SELIC para 11,75%

Esta semana é marcada pela “Super Quarta”, com decisões do Federal Reserve (FED), Banco Central Americano, Banco Central Brasileiro e Banco Central Europeu na quinta-feira. Além disso, temos um volume considerável de dados de inflação tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Amanhã, teremos a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro, estimado em torno de 0,30%,. O mercado projeta o IPCA encerrando o ano em 4,50%, abaixo do teto da meta estabelecida no início do ano, que era de 4,75%. Essa é uma notícia positiva para a inflação no Brasil, levando a especulações de um corte na taxa de juros brasileira na quarta-feira, possivelmente para 11,75%. A discussão agora gira em torno da sinalização dos próximos passos do Banco Central (BC). A expectativa é que o BC continue indicando cortes de 0,50%, com dúvidas sobre a possibilidade de implementar mais cortes de 0,50% ou apenas um corte de 0,5%. Até janeiro, é praticamente certo que a Selic estará em 11,25%. O mercado está mais preocupado com o comunicado em si do que com a decisão de taxa, que dificilmente será diferente do esperado. No FED, a decisão provavelmente será de manutenção dos juros em 5,5%, com um comunicado um pouco mais rígido. O foco também está no comunicado, pois a decisão em si já está totalmente precificada. Na sexta-feira, o índice S&P atingiu a máxima do ano, com um retorno aos 4.600 pontos, após um período de estresse no meio do ano. Dados mais fracos nos Estados Unidos, como o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) e indicadores de mercado de trabalho, contribuíram para essa recuperação. A gasolina, que passou de US$ 4 para US$ 3 o galão nos Estados Unidos, teve um impacto significativo na inflação. As quedas nos preços do petróleo, agora em torno de US$ 75 o barril, ajudaram no controle da inflação. O cenário de expectativa de cortes de juros a partir do próximo ano está relacionado a essa percepção de inflação mais controlada nos Estados Unidos. É importante observar os dados a serem divulgados amanhã, como o CPI e o Índice de Preços ao Produtor nos Estados Unidos. Além disso, na sexta-feira passada, dados de inflação mais fraca na China levantam preocupações sobre o crescimento econômico chinês. Na quinta-feira, o Banco Central Europeu deve manter a taxa de juros, e a expectativa está no comunicado e possíveis sinalizações de cortes para o próximo ano. Tanto o BCE quanto o FED não estão indicando cortes de juros, mas o mercado interpreta a atividade mais fraca como um sinal de que isso pode ocorrer. É importante aguardar os comunicados, pois um discurso mais brando em relação à inflação seria um sinal positivo para o próximo ano. Apesar dos sinais de convergência, a inflação ainda está acima da meta, tornando prematuro prever cortes imediatos. Essa semana é crucial para o encerramento do ano, com foco na inflação e nas decisões dos bancos centrais no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa.

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