BC sinaliza dois cortes de 0,5% na taxa SELIC até Março do ano que vem

A bovespa atingiu um novo recorde, atingindo 132.182 pontos, com um aumento superior a 1% ontem; o volume foi relativamente baixo, atingindo 19 bilhões de reais, cerca da metade da média observada nos melhores dias. Os juros longos também apresentaram uma leve queda, especialmente nos prazos de dez e cinquenta anos, com vários vértices abaixo de 10%, enquanto o real ganhou força, valorizando-se a 4,88.  No cenário macroeconômico, o destaque de ontem foi a apresentação do relatório trimestral de inflação, com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicando  dois cortes de 0,5% nas taxas de juros nas reuniões de janeiro e março de 2024. Encerramos o ano com a Selic em 11,75%, e é altamente provável que em março tenhamos uma Selic de 10,75%. Posteriormente, a porta estará aberta para cortes adicionais, com a perspectiva de vermos a taxa Selic em torno de 9% na segunda metade do ano. Isso aponta para uma média de taxa SELIC consideravelmente menor em relação a 2023, prometendo um ano mais positivo para os setores financeiros, mercado de capitais e estruturação de dívidas. Nos Estados Unidos, houve uma recuperação após a correção do dia anterior, com destaque para a terceira leitura do PIB do quarto trimestre um pouco abaixo do esperado, registrando um aumento de 4,9%. Outros indicadores mostram uma economia americana aparentemente mais fraca, com pedidos de seguro-desemprego um pouco piores, sinalizando um mercado de trabalho menos robusto. Esses fatores contribuíram para a recuperação das bolsas, refletindo a ideia de uma economia mais fraca demandando taxas de juros mais baixas.

 

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