Bolsas dos EUA em máxima histórica

Foi uma semana desafiadora para a Bovespa, que registrou uma queda de 1,56%, com destaques negativos para Petrobras e Vale. Ambas sofreram com a redução nos preços do minério e do petróleo que voltou para cerca de 78 dólares. Uma história diferente ocorreu para as ações americanas que tiveram ganhos na semana. O dólar também apresentou alta em relação ao real e outras moedas emergentes, destacando uma semana positiva para o DXY, relacionado à alta do dólar. Todas as bolsas americanas atingiram máximas históricas impulsionadas pelo rali do setor de tecnologia, com a TSMC, empresa de Taiwan especializada em chips e semicondutores, apresentando dados robustos de vendas. A bolsa japonesa também atingiu máxima histórica a 36.546 pontos. Esta semana, dois indicadores importantes estão programados: o IPCA-15 e o PCE na sexta-feira, que medem a inflação tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Além disso, teremos divulgações do PIB dos Estados Unidos e decisões de políticas monetárias do Banco do Japão e do Banco Central Europeu. O mercado não promoveu grandes mudanças em relação às expectativas de inflação no Focus. As previsões indicam uma inflação de 3,86% para este ano, com um crescimento do PIB na faixa de 1,7% a 1,8%. A grande expectativa permanece em relação ao momento do corte de juros nos Estados Unidos. No Brasil a perspectiva é que haja mais um corte na reunião de janeiro e cortes sucessivos de 0,5% por reuniao até 9%. O rali nas bolsas mundiais pode impactar positivamente o Brasil, mas as decisões dos bancos centrais, os indicadores de atividade e a evolução dos mercados internacionais continuarão sendo fatores determinantes.

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