Bovespa sobe 20% no ano

A Bovespa registrou mais uma alta na última sexta-feira 22/Dez, chegando a bater 133 mil pontos antes de recuar e encerrar em 132.700. Isso representou um aumento de 1,9% na semana e uma notável valorização de quase 21% no ano. O movimento foi especialmente impressionante nos últimos três meses, após a mudança na sinalização do FED. Em um momento em que a Bovespa se aproximava da mínima do ano, iniciou um forte rali. As bolsas americanas também acompanharam essa tendência, impulsionadas pelo movimento do Fed, com recordes no Dow Jones e S&P muito próximos. Na sexta-feira passada, recebemos a notícia do PCE abaixo do esperado, um indicador de inflação crucial para o FED. O núcleo veio em 0,1% para novembro, enquanto a expectativa era de 0,2%, e houve deflação no índice cheio, com 0,1%, frente à expectativa de 0%. Isso é uma boa notícia para o comportamento da inflação nos Estados Unidos, influenciando a perspectiva de juros abaixo de 4%, encerrando o ano perto de 3,8% a 3,9%. Houve uma derretida na curva futura de juros nos Estados Unidos, e a perspectiva de corte para março é forte. No cenário nacional, observamos o dólar perdendo força em relação a outras moedas, e o real se valorizando para R$4,86. Por conta do fluxo comercial expressivo chegando ao Brasil, mais de vinte bilhões de dólares em curto prazo, o Banco Central parece ter optado por não realizar os leilões de linha tradicionais de final do ano para suprir a demanda sazonal por dólar, especialmente devido às remessas de lucro das multinacionais. As projeções para o Bovespa são otimistas, com muitas casas estimando um índice de pelo menos 140 mil pontos, possivelmente mais, ao longo do ano. Quanto à SELIC, tanto na curva quanto no Focus, já está prevista em 9%, e houve uma redução nas expectativas de IPCA para 2023, agora em 4,43%. A divulgação do IPCA-15 nesta quinta-feira será crucial. Para 2024, as perspectivas melhoraram um pouco, com o IPCA esperado em 3,91%, ainda acima da meta de 3%. O governo aprovou o orçamento na sexta-feira, incluindo a tributação de Bets e outras medidas fiscais. As commodities continuam fortes no cenário global, com o minério de ferro atingindo 140 dólares, e o petróleo Brent recuperando-se para cerca de 79 dólares o barril. Encerramos o ano com um rali marcado por uma forte apreciação da moeda brasileira, das moedas emergentes e pela perda de valor do dólar, refletindo-se no DXY, além dos ganhos nas bolsas. Iniciamos 2024 com uma perspectiva bastante positiva. Se o Brasil conseguiu performar bem em um ano de aumento dos juros nos Estados Unidos, a expectativa para um ano de possível redução é ainda mais promissora.

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