Brasil cresceu menos do que os BRICS em 2023

Um comentário sobre o PIB divulgado no Brasil revela um crescimento de 2,9% na comparação anual, alinhado com as expectativas. Este marca o segundo ano consecutivo em que o Brasil registra um crescimento próximo a 3%, um dado muito positivo e uma trajetória interessante para o país. Como dizia minha avó portuguesa, em casa onde falta o pão, todo mundo briga e ninguém tem razão. No caso do Brasil, esse crescimento tem impactos significativos, melhorando a situação do governo, arrecadação, salários, remuneração e lucros, proporcionando uma ótima notícia do ponto de vista geral. Entretanto, ao examinar os detalhes, observa-se que o crescimento no quarto trimestre foi nulo, indicando uma estagnação econômica nesse período. Essa estagnação é atribuída principalmente às taxas de juros elevadas. Vale ressaltar que, mesmo com uma Selic quase atingindo 14% no pico do ano passado, o Brasil conseguiu um crescimento de 2,9%, algo considerado quase heroico. Para o ano atual, a perspectiva é de que a Selic caia abaixo de 10%, e o crescimento possa atingir pelo menos 2%. Ao analisar a abertura do PIB do ano passado, nota-se que a formação bruta de capital fixo, que inclui investimentos em máquinas, equipamentos e construções, despencou 3%, resultado principalmente das altas taxas de juros. Outras notícias desafiadoras incluem a contração de 0,3% na indústria da transformação/manufatura, indicando uma nova fase de desindustrialização no país. No entanto, há boas notícias com o crescimento exuberante do agronegócio em 15,1% no ano, apesar da desaceleração no quarto trimestre. A indústria extrativa também teve um desempenho notável, crescendo 8,7%, impulsionada por setores como minério de ferro e petróleo. Apesar dos desafios na formação de capital e da desindustrialização, o Brasil se destaca em setores como agronegócio, mineração e petróleo, impulsionando exportações e resultando em um superávit comercial de 98 bilhões de dólares. A economia parece estar com um excedente de dólares, enquanto o investimento permanece em falta, destacando a necessidade urgente de uma redução nas taxas de juros para estimular a economia e o investimento. O gráfico acima ilustra a explosão da safra, evidenciando o impacto notável no PIB de 2023, com um aumento de mais de quinze por cento. No entanto, há expectativas de contração da safra neste ano, principalmente devido a questões climáticas, o que explica as previsões de um crescimento do PIB entre um e meio e dois por cento. Uma boa notícia veio da indústria extrativa, que apresentou um crescimento expressivo, destacando-se principalmente no setor de petróleo, mas não se limitando a ele, incluindo também o segmento de minério. Esses fatores contribuíram para um superávit comercial significativo de 98 bilhões de dólares no ano passado. Em comparação internacional, o crescimento brasileiro superou o desempenho de países desenvolvidos, como os da Europa. A Alemanha, por exemplo, teve uma contração de 0,3% no PIB no ano passado, a Itália cresceu apenas 0,7%, e a França, 0,9%. Entre os países emergentes, o Brasil ficou atrás especialmente da Índia e da China. A Índia apresentou um crescimento impressionante de sete ponto três por cento no ano passado, enquanto a China registrou cinco ponto dois. Mesmo países como Indonésia, Turquia e Rússia superaram o Brasil em termos de crescimento econômico. Diante dos BRICs, o Brasil mostra um desempenho menos expressivo, e em comparação com os países desenvolvidos, o resultado foi positivo, mas ainda distante do topo.

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