Brasil: da indústria para o uber

“O engenheiro que virou suco”. É cada vez mais comum encontrar motoristas de uber e táxi que vieram do quase extinto setor industrial brasileiro; muitos vem também do setor derivado de serviços empresariais (marketing, design, TI, logística, finanças). O efeito da destruição industrial e produtiva do Brasil é visível a olhos nus (ver região do ABC). Viramos a economia da padaria, dos cabeleireiros, das manicures e dos lojistas de shopping: serviços não escaláveis, sem produtividade, sem desenvolvimento tecnológico. Nossa sofisticação produtiva foi para o ralo, restaram os empregos “ruins”. A Indústria é um sistema, um ecossistema; nossas plantas foram morrendo desde os 90, nossas capacidades tecnológicas foram sendo perdidas (para a Ásia) ao longo do tempo. A situação hoje é muito difícil, para retomar alguma articulação industrial faremos o que?

Uber, maior “empregador” do Brasil:

Ao perder sua indústria, o Brasil perde o principal meio de transformar conhecimento/educação/capital humano em produtos, serviços e renda! Restará um pequeno setor de serviços altamente sofisticado e complexo para fazer essa conversão. O resto será IFood e uber!

https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/04/01/aplicativos-impulsionam-setor-transporte-gerar-empregos.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_content=geral&utm_campaign=noticias&fbclid=IwAR0qqKYyV8eWgLvsi7aSh4cJAVTNvQkWaF0Pm2NuNTNJOP0r1tqoqkYB1QA

o mundo do Uber:

https://michelalcoforado.blogosfera.uol.com.br/2019/04/10/uber-e-bom-mas-e-uma-merda/

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,aplicativos-como-uber-e-ifood-sao-fonte-de-renda-de-quase-4-milhoes-de-autonomos,70002807079

4 thoughts on “Brasil: da indústria para o uber”

  1. Então agora está sendo reconhecido aonde chegamos. Economistas renomados agora falam do estrago da política de juros elevados e real valorizado. Dupla drenagem para fora, juros e empregos e dólares. O efeito da destruição industrial e produtiva do Brasil é visível as olhos nus (ver região do ABC). Viramos a economia da padaria, dos cabeleireiros, das manicures e dos lojistas de shopping: serviços não escaláveis, sem produtividade, sem desenvolvimento tecnológico. Nossa sofisticação produtiva foi para o ralo, restaram os empregos “ruins”. A Indústria é um sistema, um ecossistema; nossas plantas foram morrendo desde os 90, nossas capacidades tecnológicas foram sendo perdidas (para a Ásia) ao longo do tempo. A situação hoje é muito difícil, para retomar alguma articulação industrial faremos o que?

    1. A desindustrialização é um fenômeno ocidental. O continente asiático ( China, principalmente ) “roubou” o emprego e a indústria do Ocidente. Trump está pelejando e “apelando feio” para recuperar, parcialmente, o emprego industrial dos US. O principal motivo é a mão de obra asiática muito barata, e que vem se especializando, ao longo dos últimos 40 anos……
      Com a integração eurasiana, esse processo tende a se intensificar ( novas rotas da seda ). Neste momento, a grande disputa geopolítica e geoeconômica é o segundo maior PIB do mundo —- a UE. Ou seja, China e US disputando influência na Europa.
      Brasil está seguindo a mesma dificuldade; com um agravante: temos um governo acéfalo…..

  2. Eu não sou formado em lhufas, não me pós graduei, em coisa nenhuma, não defendi doutorado, assim como não tenho MBA de nada. Sou simplesmente um ninguém no meio dessa ninguenzada de 207 milhões de brasileiros. Eu só falo do que leio em importantes orgãos de imprensa, e o que sinto na pele e no bolso. E não há como negar que o Brasil vem sendo desmontado nos últimos 15, a 20 anos, não só a parte financeira, mas também a educação, e a convivência, Tudo se equivale: Baixa educação, pra quem não tem dinheiro, por que não tem emprego decente, e vive as turras com seus semelhantes. A economia é só um dos pontos atacados por quem deveria fazer o melhor para o povo que o elegeu. Mas na realidade, ao invez de “servidores” da população, eles se comportam como “seus donos”. Não é preciso gráficos cartesianos, pontos de inflexão, conceitos de macro economia pra ver que a coisa tá feia. Isso me lembra trecho da música de Chico Buarque que diz: “Dormia, a nossa pátria-mãe tão distraída
    Sem perceber que era subtraída
    Em tenebrosas transações
    Seus filhos, erravam cegos pelo continente
    Levavam pedras feito penitentes
    Erguendo estranhas catedrais”

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