Brasil mais próximo do grau de investimento

Melhora da Nota de Rating do Brasil Saiu a notícia da melhora na nota de rating do Brasil, um passo significativo em direção ao grau de investimento. Atualmente, estamos a apenas dois degraus desse patamar tão almejado. Essa conquista não é exatamente uma surpresa, pois indicadores econômicos já apontavam nessa direção. A bolsa atingiu máximas históricas, os juros apresentaram queda substancial, situando-se abaixo de 10,50%. Embora, de maneira geral, essas decisões tendam a chegar um pouco depois das movimentações do mercado, são sempre bem-vindas. Agora, s S&P está alinhada com outras agências de rating, seguindo a trilha positiva iniciada por instituições como a Fitch e a Moodys, que já haviam elevado suas notas anteriormente. O país tem se destacado com superávit na balança comercial, reservas expressivas de cerca de 350 bilhões de dólares, crescimento econômico próximo a 3%, e uma redução no desemprego para 7,5%. Apesar dos desafios fiscais, há melhorias notáveis, como a votação da LDO para o próximo ano com a meta de déficit zero e os avanços da reforma tributária. Esse contexto positivo levou em consideração diversos fatores, contribuindo para a melhora da posição do Brasil. A bolsa atingiu 132 mil pontos, o dólar caiu para 4,85, e os juros longos ficaram abaixo de 10,5%. O cenário internacional, com quedas nos juros alemães e dólar, também influenciou positivamente o Brasil. O IBC-BR divulgado recentemente pelo Banco Central mostrou uma ligeira queda de 0,06% em outubro, superando as expectativas. Embora haja ainda incertezas sobre o desempenho do PIB no quarto trimestre, o terceiro trimestre registrou uma leve alta de 0,1%. Os dados de serviço e varejo em outubro foram desafiadores, mas aguardamos novembro e dezembro para uma análise mais completa. Em resumo, o cenário econômico brasileiro encerra o ano com chave de ouro. A bolsa atingiu marcas históricas, o câmbio se aproxima dos 4,80, os juros longos estão mais próximos de 10%, e as perspectivas indicam cortes na Selic, possivelmente chegando a 9% ou menos. Essa melhora na nota de rating coroa um ano de conquistas e reflete a qualidade dos indicadores econômicos do Brasil.

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