Marechal Rondon, humanista brasileiro

Cândido Mariano da Silva Rondon, mais conhecido como Marechal Rondon, foi um importante militar e sertanista brasileiro, nascido em 5 de maio de 1865, em Mimoso, no Mato Grosso. Ele se destacou por suas explorações no interior do Brasil e por seu trabalho em prol dos direitos dos povos indígenas.

Primeiros Anos e Carreira Militar

Rondon ingressou na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, onde se formou em engenharia. Em 1889, tornou-se oficial do Exército Brasileiro. Logo no início de sua carreira, foi designado para participar de expedições no interior do país, contribuindo para a instalação de linhas telegráficas em regiões remotas.

Explorações e Contato com os Indígenas

Em 1890, Rondon foi encarregado de estender a linha telegráfica de Cuiabá até o Araguaia, e posteriormente até o Amazonas. Durante essas missões, ele teve contato com diversas tribos indígenas e adotou uma postura de respeito e proteção aos povos nativos. Seu lema, “Morrer se preciso for; matar, nunca”, reflete sua abordagem humanitária.

Fundação do Serviço de Proteção aos Índios

Rondon foi um dos fundadores do Serviço de Proteção aos Índios (SPI) em 1910, precursor da atual Fundação Nacional do Índio (FUNAI). O SPI tinha como objetivo proteger os direitos dos indígenas e integrá-los à sociedade nacional de forma pacífica, combatendo abusos e tentando garantir que os nativos pudessem viver em suas terras tradicionais.

Expedição Roosevelt-Rondon

Em 1913-1914, Rondon liderou uma famosa expedição com o ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt. A expedição explorou o Rio da Dúvida, que depois foi renomeado para Rio Roosevelt. A jornada foi extremamente perigosa e desafiadora, mas resultou em importantes descobertas geográficas e científicas.

Reconhecimento e Legado

Rondon recebeu diversos títulos e honrarias ao longo de sua vida, incluindo o posto de Marechal do Exército Brasileiro. Ele é lembrado como um defensor dos direitos indígenas e um dos maiores exploradores do Brasil. O Estado de Rondônia foi nomeado em sua homenagem, reconhecendo sua contribuição para a integração e desenvolvimento das regiões mais remotas do Brasil.

Morte

Marechal Rondon faleceu em 19 de janeiro de 1958, no Rio de Janeiro, deixando um legado de respeito aos povos indígenas e de contribuições significativas para a exploração e integração do território brasileiro.

A vida de Rondon é um exemplo de dedicação ao serviço público e à causa humanitária, e sua história continua a inspirar gerações de brasileiros e estudiosos da história e dos direitos indígenas.

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