Breve resumo da guerra Irã e Iraque

A guerra entre o Irã e o Iraque, também conhecida como a “Guerra Irã-Iraque”, ocorreu de 1980 a 1988 e foi um dos conflitos mais devastadores do século XX no Oriente Médio. As causas da guerra são complexas e incluem disputas territoriais, rivalidades étnicas, diferenças ideológicas e a ambição de poder regional de ambos os países. O conflito teve início quando o Iraque, liderado por Saddam Hussein, invadiu o Irã em setembro de 1980, aproveitando-se da instabilidade política iraniana após a Revolução Islâmica de 1979. O Iraque buscava anexar territórios disputados ao longo de sua fronteira com o Irã e enfraquecer o novo regime islâmico liderado pelo Aiatolá Khomeini.

No entanto, o Irã, sob o regime revolucionário e com um fervor ideológico, recusou-se a ceder e retaliou vigorosamente. O conflito assumiu proporções maciças, com batalhas sangrentas e o uso extensivo de armas convencionais, incluindo ataques com gás venenoso por parte do Iraque.

A guerra foi marcada por uma brutalidade extrema e uma terrível perda de vidas de ambos os lados, além de graves consequências econômicas para ambos os países. O conflito também teve repercussões regionais e internacionais, com várias potências regionais e globais tomando partido ou apoiando diferentes lados do conflito. Após oito anos de guerra, um cessar-fogo foi finalmente negociado em 1988, mas não antes de deixar um legado de amargura e desconfiança entre o Irã e o Iraque. O saldo humano e econômico da guerra foi imenso, com centenas de milhares de mortos e feridos, além de danos materiais significativos em ambos os países. A guerra também deixou uma marca duradoura na geopolítica do Oriente Médio, moldando as relações regionais e internacionais por décadas.

Durante a Guerra Fria, as relações entre o Iraque e a União Soviética foram complexas e variadas. Inicialmente, o Iraque manteve relações amigáveis com a União Soviética, principalmente devido à sua rivalidade com o Irã, que tinha laços estreitos com os Estados Unidos. Nos anos 1950 e 1960, o Iraque recebeu apoio econômico e militar da União Soviética, incluindo armas e assistência técnica.

No entanto, as relações começaram a esfriar na década de 1970, quando o governo iraquiano liderado por Saddam Hussein adotou uma política mais independente e pragmática em relação aos seus aliados externos. Saddam buscava uma política de equilíbrio entre os interesses ocidentais e orientais para aumentar sua própria posição no Oriente Médio.

Durante a guerra entre o Irã e o Iraque (1980-1988), a União Soviética manteve uma posição de equilíbrio, vendendo armas para ambos os lados em diferentes momentos do conflito. No entanto, a União Soviética gradualmente se afastou do apoio ao Iraque à medida que as tensões aumentaram e o conflito se prolongou.

A relação entre o Iraque e a União Soviética chegou a um ponto de ruptura após a invasão iraquiana do Kuwait em 1990. A União Soviética, juntamente com a maioria dos outros países, condenou veementemente a invasão e apoiou as sanções internacionais contra o Iraque. Este evento marcou o fim das relações próximas entre os dois países, especialmente com o colapso da União Soviética em 1991.

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