“Caças Supersônicos no ABC: Tecnologia e Reconversão Industrial” de José Ricardo Ramalho e Jefferson José da Conceição é um livro que detalha a transformação industrial da região do ABC Paulista, com ênfase especial na transferência de tecnologia da Saab para empresas brasileiras e a Embraer, permitindo a produção do caça Gripen no ABC e na fábrica de Gavião Peixoto. Aqui estão as principais ideias do livro com destaque para esses aspectos:
1. Transformação Industrial do ABC Paulista
Ramalho aborda a reconversão industrial no ABC Paulista, detalhando como a região, tradicionalmente associada à indústria automotiva, tem se transformado em um centro capaz de produzir tecnologia avançada. A adaptação para a produção de caças supersônicos é um exemplo significativo dessa transformação.
2. Parceria Estratégica com a Saab
Uma das principais ideias do livro é a análise da parceria estratégica entre a Saab e empresas brasileiras, incluindo a Embraer. Ramalho detalha como essa colaboração foi crucial para a transferência de tecnologia necessária para a produção do caça Gripen.
3. Transferência de Tecnologia
A transferência de tecnologia da Saab para empresas brasileiras é destacada como um elemento central. Os autores descrevem como a Saab compartilhou conhecimentos técnicos, processos de fabricação e práticas de engenharia com a Embraer e outras empresas do ABC Paulista. Este processo incluiu:
– Capacitação de Engenheiros e Técnicos: Engenheiros brasileiros foram treinados na Suécia e técnicos da Saab vieram ao Brasil para compartilhar seu conhecimento.
– Desenvolvimento de Infraestrutura: Modernização das instalações no ABC e em Gavião Peixoto para atender aos padrões internacionais de fabricação de aeronaves supersônicas.
– Integração de Sistemas Avançados: Incorporação de sistemas de radar, aviônicos e armamentos desenvolvidos em parceria.
4. Produção do Caça Gripen
O livro explora como a Embraer e outras empresas brasileiras conseguiram produzir o caça Gripen, destacando a importância da fábrica de Gavião Peixoto. Ramalho explica que essa instalação se tornou um polo essencial para a montagem final e testes dos caças, incluindo:
– Linha de Montagem Modernizada: Adaptada para a produção de caças supersônicos, com tecnologia de ponta e processos de fabricação avançados.
– Colaboração com Fornecedores Locais: Envolvimento de uma rede de fornecedores brasileiros, promovendo o desenvolvimento da cadeia de suprimentos local e aumentando a capacidade tecnológica do país.
5. Impacto Econômico e Social
Ramalho discute o impacto econômico e social dessa transformação. A produção do caça Gripen gerou empregos de alta qualificação, promoveu a inovação tecnológica e impulsionou a economia local. O livro destaca:
– Geração de Empregos: Criação de milhares de empregos diretos e indiretos no ABC Paulista e em Gavião Peixoto.
– Aumento da Qualificação da Mão de Obra: Investimentos em treinamento e capacitação profissional, elevando o nível de competência técnica dos trabalhadores brasileiros.
6. Desafios e Obstáculos
O autor também aborda os desafios enfrentados durante o processo de transferência de tecnologia e produção dos caças. Entre os principais obstáculos, estão:
– Burocracia e Regulamentação: A necessidade de superar barreiras burocráticas e regulamentares para facilitar a transferência de tecnologia.
– Investimentos Contínuos: A importância de manter investimentos constantes em pesquisa e desenvolvimento para assegurar a sustentabilidade e a competitividade da indústria aeronáutica brasileira.
7. Perspectivas Futuras
Finalmente, Conceição e Ramalho oferecem uma visão otimista para o futuro da indústria aeronáutica no Brasil. Sugerem que a bem-sucedida transferência de tecnologia e a produção do caça Gripen podem servir como modelo para outras iniciativas de alta tecnologia no país. O livro conclui que o Brasil está no caminho certo para se tornar um player global no setor aeronáutico, graças a parcerias estratégicas e investimentos em inovação.


Estimado Prof. Paulo Gala:
Como seu seguidor e fã, faço uma recomendação crítica. Nesta excelente apresentação do livro de Jefferson José da Conceição e José Ricardo Ramalho, o primeiro autor é citado em seu texto como José Conceição. Todos o conhecem como Jefferson J. da Conceição, até porque ele já publicou dois livros de sua autoria exclusiva. Seria conveniente designá-lo pelo primeiro nome e sobrenome. Imagino o que o caro Prof. Paulo Gala sentiria se fosse citado como Sérgio Gala, seu segundo nome e sobrenome. Vale a pena uma correção. Além disso, em outros parágrafos, seu texto refere-se a “o autor” ou “Ramalho”. Conviria utilizar a expressão “os autores”, ou “Conceição e Ramalho”, lembrando que foi a experiência do Prof. Jefferson como secretário de Desenvolvimento Econômico de São Bernardo do Campo que lhe possibilitou recolher documentos e depoimentos sobre a importante experiência do governo municipal de Luiz Marinho na busca de reconversão industrial da cidade e do Grande ABC. Por sinal, trata-se de publicação decorrente do pós-doutorado do Prof. Jefferson sobre o tema. Sua parceria com o Prof. José Ricardo Ramalho é histórica, o que levou à coautoria do livro.
Considere uma crítica construtiva de um – reforço – leitor e apoiador seu.