Politica industrial na China: caso de sucesso

Num importante trabalho sobre o papel das exportações no processo de desenvolvimento da China, Rodrik (2006) traz interessantes contribuições  para se entender o milagre chinês. Segundo a analise de Rodrik, as políticas governamentais chinesas ajudaram sobremaneira a fomentar as capacidades produtivas locais em eletrônicos de consumo, autopeças e outras áreas voltadas a produção para vender […]

O caminho dos países nórdicos para o enriquecimento

O desafio para o desenvolvimento econômico não esta na produção de commodities per se, a questão chave é se o pais é capaz de caminhar downstream ou upstream na cadeia das commodities para aprender a fazer produtos mais sofisticados. O desenvolvimento econômico e nível de renda per capita dependem fortemente das capacidades produtivas locais e […]

Visual da riqueza e pobreza das nações

Seguindo a idéia de classificação de complexidade dos produtos que resulta no indicador “product complexity index” PCI e’ possível analisar a pauta de exportação de um pais segundo a complexidade dos bens exportados ECI. Se um pais A exporta para muitos países num mercado de baixa complexidade medido por PCI baixo (digamos alpiste), suas capacidades produtivas […]

O que é complexidade?

O que é :Um conjunto de agentes que interagem geram um sistema complexo. O comportamento desses agentes funciona com feed backs e os agentes tem memória. As estratégias de comportamento desses agentes mudam de acordo com a história das interações. Sistemas complexos criados por esse tipo de interação são abertos e portanto imprevisíveis. Sistemas desse […]

Mapa da complexidade produtiva e dos empregos no mundo

O mapa acima mostra a participação dos empregos industriais e serviços empresariais no total de empregos de diversos países emergentes e desenvolvidos no eixo y e suas respectivas complexidades econômicas no eixo X. O Brasil se destaca com o pior nível de emprego industrial entre os emergentes e com um dos mais baixos níveis da amostra. […]

Por que não somos ricos? Complexidade Econômica para entender a Riqueza e Pobreza das Nações de forma simples

O processo de desenvolvimento sempre intrigou os economistas. Pensadores do passado – como o italiano Antonio Serra, de Nápoles, no início do século XVII; John Cary, de Bristol, no final do século XVII; ou Duarte Ribeiro de Macedo, de Portugal, na mesma época – indagavam sobre o que fazer para acelerar o progresso do reino […]

Econofisica para entender a complexidade dos mercados financeiros

O problema da teoria de finanças hoje é basicamente a hipótese de gaussianidade ou normalidade (simples ou sofisticada) usada na maioria dos modelos. Nessa perspectiva as distribuições de probabilidade usadas a priori para se estudar as series de dados tem mais força do que os próprios dados. Na perspectiva rival e alternativa da econofisica os […]

A vingança dos estruturalistas

O atlas da complexidade econômica como breakthrough empírico que faltava a Hirschman, Nurkse, Rosenstein-Rodan, Singer, Lewis, Myrdal, Prebisch e Furtado ver Atlas da complexidade economica, Inglaterra, nacao protecionista, Grandes economistas “estruturalistas” italianos dos 1600 e 1700, Para entender a riqueza e pobreza das nações hoje, Construindo complexidade *paper que escrevi sobre o tema: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-31572018000200219&script=sci_abstract&tlng=en Para os clássicos do desenvolvimento […]

A Cepal acertou: analise de complexidade para entender Prebisch e Furtado

Os antigos economistas do desenvolvimento, também conhecidos como estruturalistas, dividiam-se em duas principais correntes: uma anglo-saxã e outra latino-americana. Ambas as vertentes baseavam suas análises sobre desenvolvimento econômico em conceitos de “linkages” ou ligações produtivas, complementaridades, armadilhas de pobreza e dualismos. A visão estruturalista definia o desenvolvimento econômico como uma transformação radical na estrutura produtiva […]

Caminhos para um país enriquecer: complexidade produtiva e sofisticação de serviços

O mapa acima mostra uma rede que conecta países a produtos e serviços em 2005. Os nós vermelhos do meio representam produtos do comércio mundial, os nos azuis também no centro do mapa representam serviços negociados entre países (ver tabela abaixo) e os nos coloridos nos cantos representam países dos diversos continentes (Asia em roxo, […]

Redes e retornos crescentes: Barabasi encontra Krugman

Numa rede randômica os nós têm uma quantidade aleatória de links. Numa rede complexa scale-free e com hubs, alguns nós têm a maioria dos links e a grande maioria dos outros nós tem pouquíssimos links. Uma distribuição gaussiana caracteriza o primeiro tipo de rede enquanto que uma distribuição do tipo power law caracteriza o segundo […]

O comércio mundial visto como uma rede

Na modelagem usada por Hidalgo e Hausmann (2012) https://atlas.media.mit.edu/en/resources/methodology/ as relações de comércio mundial podem ser entendidas como uma rede bipartite complexa (figura abaixo) formada a partir de três simples hipóteses: i)produtos do comércio mundial necessitam de capacidades locais não transacionáveis para serem produzidos, ii)cada país pode ser caracterizado por um conjunto dessas capacidades locais, iii)países só podem produzir […]

O aumento da complexidade econômica explica o aumento da produtividade agregada

Um aumento de complexidade num dado país significa que as possibilidades de divisão do trabalho dentro das empresas e entre as empresas estão aumentando, seguindo o raciocínio da fabrica de alfinetes de Adam Smith (depois ampliado por Allyn Young e Gunnar Myrdal) e que a economia está sendo capaz de constituir de forma eficiente redes […]

Impactos da complexidade econômica na desigualdade social: América Latina e Ásia dinâmica

Em maravilhoso paper sobre o tema, Hartmann et al (2016) mostram que o enorme avanço em termos de redução de desigualdades da Ásia dinâmica está relacionado ao aumento da sofisticação produtiva e complexidade econômica. A manutenção da desigualdade da América Latina se deve a uma estrutura produtiva ainda “arcaica”, baseada em commodities, de baixa complexidade e […]

A CEPAL estava certa: big data, redes complexas scale-free e padrões centro-periferia no comércio mundial

A regressão acima mostra que há uma correlação importante entre o número total de arestas de cada país no comercio mundial e renda per capita; quanto mais próximo do centro da rede global de comércio esta o pais, maior a renda per capita. Tanto número total de links quanto renda per capita aumentam de forma […]