Cenário de soft landing nos EUA

Nos Estados Unidos o cenário é de desaceleração suave, com a inflação convergindo para a meta e criando um ambiente propício para os mercados, o chamado “soft landing”. Os últimos dados de atividade econômica mostram crescimento moderado, sem sinais de recessão iminente. O mercado estima uma probabilidade de quase 100% de um corte de 0,25% na taxa básica de juros dos EUA em setembro, o que traria as FED funds para 5,25%, com possibilidade de mais cortes até o final do ano e no próximo. Merece destaque também a revisão recente dos números do Payroll nos Estados Unidos para os últimos 12 meses. Essa revisão era altamente esperada e revelou uma correção de 800 mil empregos para baixo, a maior da última década. O mercado esperava uma correção de 500 mil empregos, mas o dado final de 800 mil é notável. Isso significa que, nos últimos 12 meses, houve uma superestimação de 800 mil vagas criadas no mercado de trabalho americano. A revisão terá um impacto importante nos próximos indicadores, incluindo o nível de desemprego. Embora ajustes como esse sejam comuns, já que os dados preliminares podem ser imprecisos e as revisões subsequentes corrigem as estimativas, essa revisão específica indica que o mercado de trabalho americano está mais fraco do que se pensava. Isso aumenta a probabilidade de um corte de juros em setembro, em consonância com os recentes comentários dos diretores do Banco Central dos EUA. A última ata do FED foi a mais dovish dos últimos tempos; ainda não completamente dovish, mas certamente mais inclinada nessa direção do que as anteriores. O destaque vai para a ideia de ganhos moderados de emprego, sinalizando que o mercado de trabalho está desacelerando. Além disso, embora o progresso na inflação ainda não seja ideal, ele está acontecendo. O principal ponto da ata está na parte que menciona que a maioria dos membros do comitê considerou adequado cortar os juros em setembro; indicando quase que definitivamente um corte de 0,25% na próxima reunião. Esse cenário de corte de juros e desaceleração moderada sugere um ambiente positivo para os mercados globais que pode beneficiar os ativos de risco no Brasil.

idéias chave:

  • Os Estados Unidos estão enfrentando uma desaceleração suave da economia, com a inflação convergindo para a meta, criando um cenário de “soft landing” favorável para os mercados.

  • A revisão recente dos números do Payroll revelou uma superestimação de 800 mil empregos nos últimos 12 meses, indicando que o mercado de trabalho americano está mais fraco do que se pensava, o que aumenta a probabilidade de um corte de juros.

  • O mercado espera quase 100% de chance de um corte de 0,25% na taxa básica de juros dos EUA em setembro, trazendo as FED funds para 5,25%, com possíveis cortes adicionais até o final do ano e no próximo.

  • A última ata do FED foi a mais “dovish” em tempos recentes, destacando a desaceleração no mercado de trabalho e sugerindo um corte de juros de 0,25% na próxima reunião de setembro.

  • Esse cenário de corte de juros e desaceleração moderada nos EUA é positivo para os mercados globais e pode beneficiar os ativos de risco no Brasil.

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