China corta juros para tentar estimular setor imobiliário

Ontem o IBOVESPA encerrou com mais uma alta, atingindo 129 mil pontos, impulsionado pelo otimismo gerado pela divulgação do IBCBR, uma proxy do PIB do Brasil calculada pelo Banco Central. O indicador revelou um crescimento de 0,8% em dezembro, superando as expectativas, e uma elevação de 0,22% no trimestre. Vale ressaltar que as bolsas americanas estavam fechadas devido ao feriado. O Brasil tem sido palco de notícias positivas neste início de ano, destacando-se o desempenho robusto na arrecadação tributária, superando as expectativas, o que sinaliza uma perspectiva de melhora fiscal. Além disso, o saldo da balança comercial continua forte, com um superávit de mais de 6 bilhões de dólares em janeiro e um acumulado até as primeiras semanas de fevereiro de 10 bilhões de dólares. Em comparação com janeiro do ano passado, o saldo triplicou. Esses resultados positivos geram um influxo significativo de dólares por meio das transações comerciais, um elemento crucial para a economia brasileira. Ontem o dólar teve uma leve queda, alcançando R$4,96, e os juros longos também apresentaram uma ligeira redução. No entanto, a liquidez do mercado foi afetada pelo fechamento das bolsas nos Estados Unidos. A agenda de hoje está relativamente tranquila, com a expectativa voltada para a divulgação da ata do FED, agendada para amanhã. Essa ata oferecerá detalhes sobre as discussões ocorridas no final de janeiro, durante a última reunião do Federal Reserve. Uma notícia importante que impactou os mercados foi o corte de juros na China, embora tenha sido menor do que o esperado. O governo chinês optou por não mexer na taxa curta de juros, focando apenas em cortes nas taxas de 5 anos ligadas a hipotecas. Isso desapontou o mercado, resultando em uma queda de 5% no preço do minério de ferro, atingindo o menor nível em três meses. No âmbito doméstico, foi divulgada a segunda prévia do IGP, com uma deflação de 0,49%. Destaca-se a persistência da deflação no IPA, que continua registrando uma queda significativa de 0,84%. O IPC apresentou alta de 0,48%, enquanto o INCC teve um aumento de 0,14%. A sobreoferta de produtos chineses no mercado mundial tem impactado diversas áreas, gerando um efeito desinflacionário. Embora esse cenário contribua para o controle da inflação, prejudica setores industriais, como o brasileiro, que enfrenta desafios para competir com a produção chinesa. Essa questão também levanta preocupações globais, inclusive ameaças de retaliação por parte dos Estados Unidos.

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