China entra em deflação

Destaques importante sobre os indicadores econômicos, começando pela divulgação da inflação na China. O índice apresentou uma deflação de 0,3% no ano nos preços ao consumidor, um pouco abaixo da previsão de 0,4%, e uma deflação mais forte do que o esperado de no atacado 2,7%. Esses números sugerem que a China está enfrentando um cenário deflacionário em 2024, o que tem implicações significativas. Primeiramente, indica que a economia chinesa não está superaquecendo, e em segundo lugar, sugere que a inflação global pode ter um cenário mais estável. A China, como a grande fábrica do mundo, exporta deflação para outros países. Portanto, quando há deflação na China, o mundo como um todo se beneficia. No Brasil, tivemos a divulgação da inflação um pouco acima do esperado, com o IPCA de dezembro em 0,56%, enquanto a previsão era de 0,50%. Encerramos o ano com uma inflação de 4,62%. Nos Estados Unidos, o CPI de dezembro indicou uma inflação de 3,4% no ano, ainda acima da meta informal do Fed de 2%. O Federal Reserve Americano (FED) continua a avaliar a situação com cuidado, e embora haja expectativas de cortes de juros, a decisão pode ocorrer mais provavelmente em maio. Com uma inflação corrente de 3,5% e Fed funds de 5,5%, o juro real nos Estados Unidos ainda está em 2%, um patamar alto para uma economia que trabalhou nos últimos 10 anos com juros reais negativos. No cenário internacional, o petróleo está em destaque, com um aumento de 4% devido aos ataques no Mar Vermelho, resultando em desvios no tráfego de navios pelo Canal de Suez. Essa instabilidade geopolítica, incluindo conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, destaca o petróleo como um ativo suscetível a riscos.

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