Cimento que o Brasil faz é commodity, a tecnologia não

*escrito com Fausto Oliveira

O Brasil é um relevante produtor de cimento. As empresas nacionais têm capacidade de produzir anualmente em torno de 100 milhões de toneladas do produto. será que nos dominamos as tecnologias de produção ligadas a essa atividade? Não. Votorantim, InterCement e outras empresas nacionais chegaram a produzir mais de 70 milhões de toneladas/ano. Foi necessário expandir a capacidade. Entre outros componentes sofisticados, uma fábrica de cimento precisa de um forno giratório como este, da dinamarquesa FLSmidth.

O processo de fabricação do cimento começa no forno, que produz temperaturas de até 1.450 graus para transformar argila e calcário em clínquer. Para produzir este calor de forma controlada, usam-se queimadores como este, da alemã ThyssenKrupp.

Mas depois disto, o clínquer (base do cimento) precisa ser resfriado, em unidades como esta, da também alemã KHD Holboldt Wedag.

Uma vez resfriado, o clínquer precisa ser triturado para virar, então, o pó de cimento conhecido de todos nós. O triturador específico para uma planta cimenteira é como esse, da FLSmidth.

Fábricas de cimento são grandes projetos de integração de componentes e sistemas complexos. Não surpreende que a expansão da indústria cimenteira nacional custe dezenas de milhões de dólares por fábrica, enquanto um saco de cimento custe cerca de R$ 20.

R$20 x milhões de toneladas é riqueza. Mas em mercado de commodity onde não há diferenças significativas de qualidade, a empresa depende de fazer mais cimento para crescer. E quando não há demanda? Já para a FLSmidth, ThyssenKrupp e outras é por adição de conhecimento.

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