Copom indica que seguirá cortando juros nas próximas reuniões

A divulgação da ata do Copom da última reunião trouxe poucas novidades, mantendo o ritmo de cortes de meio ponto percentual por reunião. Alguns ajustes foram feitos, reconhecendo uma melhora no apetite por crédito, sinalizando que os cortes de juros estão começando a surtir efeito. Além disso, houve menção à desaceleração na atividade econômica, que, apesar de ainda presente, mostra alguns sinais de melhora. É importante notar que o Brasil teve dados bastante positivos em janeiro, surpreendendo as expectativas e indicando uma economia mais aquecida. A produção industrial brasileira em dezembro foi robusta, o desemprego ficou abaixo do esperado e o Copom observou uma atenuação na desaceleração da atividade econômica. A expectativa de inflação permanece desancorada e o Focus mantém a projeção para o IPCA em 3,81%, acima da meta de 3% do COPOM. O mercado prevê um ciclo de corte de juros que pode levar a Selic para 9%. Vale ressaltar que o Copom enfatiza que não há uma relação mecânica entre a política monetária do Fed e do Brasil. Ou seja, o Banco Central reage às condições econômicas brasileiras e ao cenário de inflação, não apenas às decisões do Fed. Em relação à Selic, a discussão se concentra em dois cenários: um mais otimista, com a possibilidade de cair até 8%, impulsionado por cortes de juros, melhora fiscal e apreciação cambial; e um cenário mais pessimista, levando a Selic até 9% devido a condições fiscais menos favoráveis e uma trajetória mais lenta de cortes de juros. Outra notícia relevante foi o rali das bolsas chinesas, que subiram mais de 3%, impulsionadas por um pacote anunciado pelo governo para usar fundos soberanos e estatais na compra de ações e ETFs. Isso traz um bom humor para o mercado, especialmente após um janeiro desafiador para as bolsas chinesas. O mercado internacional está atento aos discursos dos diretores do Fed, que podem impactar a expectativa de corte de juros nos EUA. O cenário de atividade econômica forte nos EUA posterga a perspectiva de cortes de juros, influenciando as bolsas e as taxas de juros. O GDPNow do FED de Atlanta projeta um crescimento no PIB dos EUA de até 4% no primeiro trimestre de 2024. Além disso, dados positivos de encomendas à indústria na Alemanha sinalizam recuperação no setor industrial alemão. O IGP-DI de janeiro apresentou uma deflação maior do que o esperado, especialmente nos preços de atacado. Isso contribui para o controle da inflação no Brasil, mesmo com o IPC subindo e o INCC medindo preços de construção civil apresentando alta. Na semana, aguardamos dados importantes de inflação e o IPCA para o Brasil, além da PMC que trará informações cruciais sobre o varejo brasileiro.

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