Desemprego em mínima histórica no Brasil

A taxa de desemprego divulgada pela PNAD Contínua do IBGE foi de 6,1%, a menor da série histórica, indicando um mercado de trabalho aquecido. A população ocupada chegou a 103,9 milhões de pessoas, enquanto a população desocupada foi estimada em 6,8 milhões. O desalento está em queda, com mais pessoas voltando a buscar emprego, e o aumento dos pedidos de demissão voluntária reforça o movimento de trabalhadores migrando para empregos melhores. O CAGED registrou a criação de 106 mil vagas formais em novembro, ligeiramente abaixo da expectativa de 125 mil, mas ainda consistente com um mercado formal em expansão. A PNAD também apontou um recorde de empregos com carteira assinada, embora mais da metade dos trabalhadores ainda estejam no mercado informal ou em empregos de baixa qualidade. O subemprego, entendido como ocupações abaixo do desejado em termos de horas e remuneração, também atingiu o menor nível desde 2015.

No campo econômico, o crescimento do Brasil foi de 3,5% em 2024, mas a inflação segue como um desafio. O IPCA-15 (novembro-dezembro) registrou alta de 0,34%, abaixo dos 0,64% de novembro. Ainda assim, a média dos núcleos de inflação subiu de 3,95% para 4,08%, com a difusão de preços passando de 57% para 61,9%, refletindo aumentos mais amplos, especialmente em serviços e bens transacionáveis, pressionados pelo câmbio desvalorizado. A inflação acumulada no ano ficou em 4,71%, acima da meta de 3%, mas abaixo de patamares críticos. Para o início de 2025, é esperado um aumento significativo, com projeções de 2% acumulados entre janeiro e março, devido à sazonalidade e ao câmbio, que ultrapassou R$6,00 em 2024, acumulando desvalorização de 25% no ano. Apesar das boas notícias no mercado de trabalho e no crescimento econômico, o cenário cambial e a inflação elevada mantêm os juros longos próximos de 15%, indicando um ambiente ainda desafiador para o controle inflacionário em 2025.

 

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