Desemprego em mínimas no Brasil, massa salarial em máxima e ocupação recorde

O IBGE divulgou  hoje os dados da PNAD trimestral: a Taxa de Desocupação caiu de 7,9% para 7,6% e o Rendimento Médio Real Habitual foi para R$ 2.999,00. A conjunção de desemprego em queda e rendimento em alta fez que a Massa Salarial Real Habitual registrasse mais um recorde da série histórica atingindo R$ 295,7 bilhões no trimestre. O número de pessoas ocupadas atingiu a recorde histórico de 100 milhões. Este é um dado muito positivo para o mercado de trabalho brasileiro, que já havia apresentado bons resultados com a criação de 190 mil empregos formais em outubro, superando as expectativas. O mercado está projetando a criação de quase dois milhões de vagas formais em 2023, uma excelente notícia para a economia brasileira. O mês de novembro, aliás, destacou-se como um dos melhores do ano, com a Bovespa registrando um aumento de onze e meio por cento no mês e quinze por cento no acumulado do ano. Este desempenho representa o melhor mês da Bovespa nos últimos três anos. No entanto, é essencial ter cautela para não interpretar isso como um fenômeno exclusivamente brasileiro. Globalmente, observamos um rally nos mercados de títulos, com uma melhoria nos preços dos títulos e uma queda nas taxas de juros. Este foi o maior rally de bônus globais desde 2008. Vale ressaltar a forte correlação da bolsa brasileira com os títulos de longo prazo, uma dinâmica discutida anteriormente. A queda nas taxas de juros nos Estados Unidos está impactando mercados emergentes, incluindo a bolsa brasileira. Outro ponto relevante foi a divulgação da segunda leitura do PCE, o deflator implícito do PIB, que ocorreu ontem pela manhã. Esta segunda leitura do PCE mostrou um resultado de inflação mais baixa por lá que contribuiu com o otimismo dos mercados. A segunda leitura do PIB também indicou um crescimento de 5,2% no terceiro trimestre, superior à leitura inicial de 4,9%. No entanto, o mercado focou na ideia de que a inflação está mais baixa do que o esperado, com o núcleo do deflator implícito do PIB vindo em 2,3, abaixo da expectativa de 2,4. Esse cenário acelerou o rally de títulos, causando uma queda adicional nas taxas de juros de longo prazo nos Estados Unidos. Vale ressaltar que uma inflação de 2,3% está bastante próxima da meta americana de 2%, o que gerou otimismo nos mercados. Além disso, a inflação na Europa também apresentou boas notícias, sendo a mais baixa em dois anos, com o CPI em 2,4, comparado a 2,7 anteriormente. Destaca-se também a divulgação do PMI de atividade na China, que ficou um pouco mais fraco do que o esperado. Isso pode ser um ponto a ser monitorado, pois uma desaceleração na China pode impactar a atividade econômica global, embora tenha um aspecto positivo na redução da pressão inflacionária.

PNAD aqui: pnacm_2023_out

 

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