Desemprego em mínimas no Brasil, massa salarial na máxima histórica

O IBGE divulgou dados sobre o mercado de trabalho brasileiro e os números são positivos, chegando a níveis recordes. Desde 2014, estamos experimentando a menor taxa de desemprego, marcando 7,5%, com cem milhões de pessoas empregadas. A massa salarial também atingiu um pico mensal de trezentos bilhões de reais. Esse número é resultado direto do rendimento médio brasileiro, que está em torno de três mil e trinta e quatro reais, multiplicado pelos cem milhões de pessoas trabalhando. No entanto, é crucial observar que, apesar desses números impressionantes, apenas trinta e sete milhões de pessoas têm carteira assinada, o que representa um número relativamente baixo em comparação com o total de pessoas empregadas. Há vinte e cinco milhões de pessoas trabalhando por conta própria, incluindo microempresários, motoristas de aplicativos e entregadores, totalizando trinta e nove milhões de pessoas na informalidade, segundo a contagem do IBGE. Embora estejamos gerando muitas vagas de emprego e o desemprego esteja baixo, a qualidade do emprego ainda é uma preocupação. O rendimento médio de três mil reais oferece uma perspectiva sobre o tipo de empregos que estamos criando. É encorajador observar que a taxa de pessoas desalentadas, aquelas que desistiram de procurar emprego, caiu pela metade, atingindo três por cento. Isso representa uma melhoria significativa em relação ao período mais crítico da pandemia, quando essa taxa quase alcançou seis por cento. De modo geral, o mercado de trabalho brasileiro está em um estado robusto, vivendo seu melhor momento desde 2014. Com um crescimento econômico previsto em torno de dois por cento no próximo ano, as perspectivas são animadoras. No entanto, o desafio futuro reside na sofisticação produtiva, com a necessidade de criar empregos mais qualificados e com maior nível salarial. Isso requer estratégias de reindustrialização, serviços produtivos mais sofisticados e a elevação do valor adicionado, contribuindo para uma economia mais complexa e avançada. Envio os gráficos para uma análise mais detalhada.

Refs: https://vocesa.abril.com.br/sociedade/a-disparidade-de-renda-entre-o-1-mais-rico/mobile#:~:text=A%20mediana%20da%20renda%20no,grupo%20dos%205%25%20mais%20endinheirados.

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