Desemprego no Brasil cai para 7,1%

A notícia do PCE, que mede a inflação pelo deflator nos Estados Unidos, veio em linha com o esperado. Em maio, a inflação foi zero e, no acumulado anual, está em 2,6%, próximo da meta de 2%. O núcleo do PCE também veio em linha, com 0,1% em maio e 2,6% no ano. Boas notícias para a inflação americana. Essas informações vêm na sequência de vários indicadores mostrando uma economia mais fraca. O mercado imobiliário, por exemplo, enfrenta dificuldades, com quedas nas vendas de casas, apesar dos preços altos. O mercado de construções está desacelerando, e o mercado de trabalho apresenta sinais de fraqueza, com pedidos contínuos de seguro-desemprego próximos a 2 milhões. Os indicadores de surpresa econômica têm mostrado dados piores do que o esperado, aumentando a probabilidade de cortes de juros no segundo semestre, em setembro ou novembro. Isso ajuda a interromper a valorização do dólar contra as moedas emergentes. No Brasil, destacamos o dado de desemprego divulgado pelo IBGE, que ficou em 7,1%, o menor desde 2015. Ajustando sazonalmente, seria 6,9%, indicando um bom momento para a economia. Ontem, o CAGED mostrou a criação de 132 mil vagas formais, pouco abaixo do esperado (150 mil), mas ainda assim, completamos um milhão de vagas com carteira assinada criadas no ano. A FITCH manteve a nota de crédito do Brasil com perspectiva estável. Contudo, tivemos um dado fiscal ruim, com déficit primário de R$ 63 bilhões para Maio, pior do que os R$ 58 bilhões esperados e um déficit nominal de R$ 130 bilhões, refletindo uma conta de juros elevada de quase R$ 70 bilhões no mês. Reduzir a SELIC de 10,5% para 7,5% economizaria mais de R$ 120 bilhões em juros. Apesar da recuperação de ontem, com a bolsa brasileira em alta e o real se valorizando ligeiramente, incertezas sobre o Banco Central e a questão fiscal continuam a pesar nos ativos financeiros. Ontem, Lula fez discursos mais moderados sobre o gasto público, elogiando Gabriel Galípolo, potencial novo presidente do BC, o que acalmou o mercado. Por fim, o debate entre Biden e Trump foi um destaque. As análises indicam que Biden teve um desempenho fraco, aumentando as chances de Trump nas eleições. A plataforma nacionalista dos EUA, focada em tarifas contra a China e subsídios à produção americana, provavelmente não mudará, seja com Trump ou Biden.

 

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