Desemprego no Brasil cai para 7,5%

A pesquisa PNAD Contínua do IBGE trouxe uma informação de queda no desemprego para 7,5%, abaixo do esperado, que era de 7,7%. O dado revelou um recorde de empregos com carteira assinada, atingindo 38 milhões, indicando um mercado de trabalho aquecido. É uma boa notícia, com a massa salarial também em nível recorde, contribuindo para nosso crescimento acima de 2% este ano. Um mercado de trabalho forte é essencial para o crescimento econômico. Por outro lado, o último IGPM divulgado veio em 0,89%, acima do esperado, mostrando uma pressão maior nos preços de atacado com um aumento de 1,06% no IPA. O IPC subiu 0,44%, pressionando o consumidor, e o INCC teve alta de 0,59%. Isso coloca um desafio para o Banco Central brasileiro, com a inflação acelerando especialmente nos preços de commodities e atacado, eventualmente impactando os preços ao consumidor. Tivemos também uma boa notícia com a inflação no Brasil, com o IPCA abaixo do esperado, fazendo a curva de juros cair pela manhã. No entanto, à tarde, o mercado virou, especialmente com os Estados Unidos com a taxa de 10 anos voltando acima de 4,5%, e muitos diretores do FED falando sobre a possibilidade de subir juros. Essa mudança pressionou os mercados, e um leilão com demanda mais fraca resultou em preços menores e juros maiores, puxando a curva de juros para cima no Brasil também. A bolsa brasileira, que estava se recuperando, virou para queda, atingindo a mínima do ano, com desempenho muito ruim nos últimos dias devido à tensão em relação à política monetária americana. Hoje teremos o Livro Bege, que traz a visão do FED sobre a economia dos EUA, e amanhã a segunda leitura do PIB dos EUA, um dado importante em meio ao feriado no Brasil. Na sexta-feira, o PCE será divulgado, sendo um dado super importante para a última medida de inflação nos EUA. O PCE é o dado mais importante do mês, depois do Payroll, movimentando o mercado americano e, por consequência, o brasileiro. Passamos por um período de estresse, com a curva de juros em alta e a taxa de 10 anos querendo tocar os 4,6%, o que prejudica a bolsa brasileira e desvaloriza a moeda em relação a outros países emergentes, numa situação de menor propensão a risco.

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