Os mercados estão bastante preocupados. O VIX, um índice que mede volatilidade, está na máxima do ano. Houve uma queda forte nas bolsas ontem, de mais de 2%. Agora de manhã, as bolsas caíram um pouco mais, refletindo uma mudança de cenário. O medo de uma recessão nos Estados Unidos começou a se intensificar devido aos dados econômicos recentes.
Os últimos dados foram mais fracos, com o ISM e os pedidos de seguro-desemprego muito altos. O mercado está passando de uma expectativa de “soft landing” (pouso suave) para um “hard landing” (pouso forçado), indicando uma desaceleração brusca da economia americana. O dado de criação de empregos divulgado hoje foi muito ruim, com apenas 114 mil vagas criadas, contra uma expectativa de 170 mil. O desemprego nos Estados Unidos subiu para 4,3%, um aumento significativo em relação aos 4,1% anteriores e comparado aos níveis abaixo de 4% de alguns meses atrás.
O rendimento do título de 10 anos dos EUA caiu abaixo de 3,80%, indicando um “rally de pânico” com investidores comprando títulos públicos americanos como proteção contra a recessão. Isso mostra que os títulos públicos dos EUA continuam sendo o ativo líquido mais importante do mundo, e o dólar, a moeda mais líquida e importante.
As moedas emergentes estão se desvalorizando fortemente. O peso mexicano está sendo fortemente impactado, e o real já está perto de R$ 5,80. Os ativos de risco também estão sofrendo bastante. Mesmo com boas notícias fiscais ontem, como o possível corte de até R$ 50 bilhões com o faseamento de gastos anunciado pelo governo, a curva de juros foi afetada. O juro longo brasileiro caiu um pouco, influenciado pela queda do juro longo americano.
Os eventos de decisão do COPOM e as notícias fiscais no Brasil ficaram em segundo plano devido à mudança de cenário nos Estados Unidos. No entanto, o dado de produção industrial no Brasil, com um aumento de 4,1%, foi impressionante. Essa é a maior alta desde a pandemia, indicando um crescimento significativo. Isso possivelmente está ligado às medidas de estímulo do governo, como financiamento do BNDES e investimentos em inovação.
Empresas como a Embraer apresentaram resultados excepcionais, mostrando que a indústria brasileira está se expandindo. A economia brasileira está forte, com um crescimento projetado de 2,5% para este ano, podendo até atingir 3%. O desemprego caiu para 6,9% e houve a criação de 200 mil vagas formais na última leitura, totalizando quase 1,5 milhão de vagas criadas desde o começo do ano passado.
O mercado de trabalho brasileiro está em um momento muito forte, mostrando que a economia está se expandindo, o que é uma boa notícia. No entanto, isso torna o controle da inflação mais desafiador para o Banco Central. As notícias de atividade econômica no Brasil têm surpreendido positivamente, com o dado de hoje da indústria sendo particularmente forte. Este é o panorama atual, com uma crescente preocupação sobre a desaceleração brusca da economia americana e os mercados reagindo a isso.

