Desemprego recorde no Brasil

*escrito por Uallace Moreira

O PIB cresceu 1,2% no primeiro trimestre mas o desemprego permanece alto, com pobreza e queda de renda. A Taxa de desemprego está em 14,7%, mais desalento em 5,6%, resulta num desemprego de fato de 20,3%. com a flexibilização do distanciamento social, as pessoas passarão a procurar emprego, pressionando a taxa de desocupação. Nota: desde 2015, a taxa de desocupação já é alta e sem recuperação relevante. A taxa de desemprego de 14,7% representa 14.761 milhões de pessoas que estão à procura de emprego e não encontram. Esse é o maior número da série histórica do período recente. ​O nível de ocupação, por outro lado, continua muito baixo com percentual de 48,5%. Isso é um indicador da dificuldade que o país enfrentará no processo de recuperação econômica, pois sem crescimento elevado e sustentável, dificilmente o nível de ocupação se recupera. Um dado importante que aponta para o nível de precarização das condições de trabalho é a taxa composta de subutilização. Ela bateu novo recorde, com o percentual de 29,7%. O número de pessoas subocupadas indica quantos trabalhadores que trabalham menos horas do que gostariam. Subutilização, em geral, está associada a empregos precários, com baixo salário e com trabalhadores procurando mais empregos para preencher o tempo com outras fontes de renda. A taxa de desalento também continua alta, com percentual de 5,6%. Geralmente, desalentados são pessoas que desistiram de procurar emprego por falta de expectativas. Isto é, estão desempregadas de fato mas não aparecem na estatística de desempenho. Somando desalento com desocupação, temos um desemprego de 20,3%. A grave crise no mercado de trabalho está associada a queda do rendimento real de todos os trabalhadores, caindo para R$ 2.532 mês na média. A Queda da Massa de rendimento real é um indicativo de maior concentração de renda, com os trabalhadores perdendo espaço na riqueza do país. A massa de rendimento real recebido em todos os trabalhos caiu no trimestre fevereiro a abril de 2021 para R$ 212,3 bilhões. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve variação de -5,4%, o que representa uma redução de R$ 12,1 bilhões na massa de rendimentos Enquanto os trabalhadores vão perdendo seus empregos e tendo queda em sua renda, o 1% dos mais ricos no Brasil vão aumentando seu poder econômico, dominando quase 50% da riqueza nacional. O Brasil, tirando a Rússia, é o país onde os ricos mais dominam a riqueza no mundo.

referencias:

https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/31049-pnad-continua-taxa-de-desocupacao-e-de-14-7-e-taxa-de-subutilizacao-e-de-29-7-no-trimestre-encerrado-em-abril

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